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Funcionários técnicos da USP fazem paralisação nesta quarta-feira 

Um ato será realizado a partir das 10h, em frente à reitoria, na Cidade Universitária

Educação|Do R7

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A reitoria ainda não se manifestou sobre a questão dos pagamentos
A reitoria ainda não se manifestou sobre a questão dos pagamentos

Os funcionários técnico-administrativos da USP (Universidade de São Paulo) fazem paralisação nesta quarta-feira (26) para reivindicar o pagamento de benefícios, como o os vales refeição e alimentação e o auxílio creche, com valores reajustados. Um ato será realizado a partir das 10h, em frente à reitoria, na Cidade Universitária, localizada na região oeste da capital paulista.

Os funcionários pretendem enviar um ofício ao reitor Marco Antonio Zago, exigindo que a negociação do pagamento dos benefícios aconteça hoje.


A discussão sobre o pagamento dos benefícios estava prevista no acordo feito para o fim da última greve dos servidores, que durou mais de 110 dias entre maio e setembro deste ano.

O representante do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP) Magno Carvalho diz que o pagamento com base em reajustes era para ter sido feito após a volta dos funcionários ao trabalho, o que ocorreu no dia 19 de setembro, com o fim da greve.


— Também estamos fazendo a paralisação, porque estão desmontado o Hospital Universitário e não concordamos com isso. Já fecharam a ortopedia do hospital e tem outros setores quem estão com poucas pessoas, alas onde não ocorrem contratação. Isso está levando ao sucateamento do hospital.

Procurada pelo R7, a reitoria ainda não se manifestou sobre a questão dos pagamentos. 


Greve 

Em maio, os funcioná-técnico administrativos da USP entraram em greve após o anúncio da reitoria de que não havaria reajuste salarial neste ano devido a uma crise financeira deflagrada na universidade. 


Em setembro, após 116 dias de greve, os funcionários técnico-administrativos da USP aceitaram reajuste salarial oferecido pela reitoria. Ficou estabelecido que os 5,2% de reajuste serão pagos em duas parcelas, somados ao abono de 28,6% do salário referente ao pagamento do reajuste retroativo à data base de maio. Também ficou estabelecida a devolução dos auxílios refeição e transporte descontados nos meses de julho e agosto, quando houve corte de ponto e benefícios dos funcionários em greve.

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