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Fuvest divulga gabarito da prova deste domingo; confira

124 mil alunos fizeram a prova da 1ª fase do vestibular que seleciona 8 mil alunos para a USP

Educação|Do R7

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Alunos fazem primeira fase da Fuvest
Alunos fazem primeira fase da Fuvest

A Fuvest divulgou o caderno de prova e o gabarito do exame realizado neste domingo (27). Cerca de 124 mil estudantes fizeram nesta tarde a primeira fase do concurso, que seleciona 8.734 alunos para cursos da USP.

Confira o gabarito aqui. O caderno de questões pode ser visto neste link.


Crise dos refugiados, acordo de Paris, despoluição da baía de Guanabara e ditadura militar foram alguns dos temas cobrados nas questões. "Por um lado é a prova que a gente espera, mas o que chamou mais atenção foi a quantidade de assuntos atuais. A Fuvest fica mais próxima da realidade dos alunos", explica o professor e diretor da Oficina do Estudante Celio Tasinafo. 

Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo, a prova teve um nível “de médio para difícil”. “Exigia conhecimento da matéria, mas o estudante não poderia ser um decorador de fórmula, tinha que interpretar”, disse. Ele também destacou a atualidade das questões.


Na questão sobre a crise dos refugiados, foi utilizada a emblemática foto do menino sírio Aylan Kurdi, de três anos, encontrado morto no ano passado em uma praia da Turquia após se afogar durante a tentativa de travessia para a Grécia.

Pelo menos quatro questões de diferentes disciplinas abordaram assuntos de meio ambiente. Entre eles, estavam a despoluição da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, enchentes na capital francesa, desmatamento na Amazônia, e o acordo de Paris, que prevê a diminuição das emissões de gás carbônico.


Em uma questão de Biologia, que tratava da importância da higienização e sua relação com doenças, foi utilizada a canção Ciranda da Bailarina, de Chico Buarque e Edu Lobo.

Prova trabalhosa


A maioria dos estudantes afirmou que a prova da Fuvest pedia conhecimentos bastante específicos, principalmente em Exatas, e estava mais difícil do que a do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

"Em Matemática não precisava fazer tantos cálculos, mas cobraram que a gente soubesse muitas fórmulas e regras. Eu, que tenho facilidade em Exatas, achei a prova bem difícil", diz Fernando Giacomossi, de 17 anos, que prestava Física Médica.

O formato da prova também não agradou o geógrafo Murilo Rossi, de 39 anos, que tenta uma vaga em Letras. "É uma prova muito técnica, é mais decoreba. Não faz você pensar. É aquela prova que não acrescenta nada", afirma. A prova de Matemática cobrou conhecimentos de trigonometria e potência, enquanto a de Física focou em conteúdo de eletricidade.

Já as provas de Humanas, classificadas como mais fáceis pelos estudantes, tiveram ainda questões sobre Grécia Antiga, industrialização e sobre alguns dos livros cobrados no vestibular, entre eles "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, e "Vidas Secas", de Graciliano Ramos.

Os candidatos também disseram que os textos e enunciados das questões não eram muito longos, mas, em alguns casos, confundiam sobre o foco da questão. "Parecia um pouco pegadinha, porque você lia o texto e o que a questão pedia não estava necessariamente relacionado ao que estava naquele trecho", diz Gabriel Lourenço, de 21 anos, que tenta uma vaga no curso de Farmácia-Bioquímica.

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