IA deve auxiliar, não substituir o professor, diz relator da proposta de regulamentação nas escolas
Avanço da tecnologia acende debate sobre riscos do uso indevido da ferramenta em ambiente escolar
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O avanço da inteligência artificial fez com que a necessidade de regulamentação do uso dessa tecnologia aumentasse em escolas e universidades do Brasil. Segundo Israel Batista, membro do Conselho Nacional de Educação e relator da proposta de regulamentação, é necessário entender que a IA já está presente no ambiente escolar, porém é preciso orientar o uso para não acontecer o mesmo que na época das redes sociais e dos smartphones, que foram entrando na escola sem nenhuma intencionalidade pedagógica.
“O papel do Conselho Nacional de Educação é dizer para todas as escolas brasileiras, professores, pais e alunos, como é que se pode e como é que não se pode usar a inteligência artificial, que dados podem ser usados das crianças e dos adolescentes, e como nós vamos proteger esses dados para proteger as crianças e os adolescentes”, explica em entrevista ao Link News desta segunda-feira (20).

Batista ressalta que a proposta prevê a centralidade do professor, pois é um profissional capaz de acompanhar, monitorar e observar o comportamento de cada um dos alunos e consegue identificar quando um problema está atrapalhando o aprendizado. “Nós damos centralidade ao professor nessa resolução para que a inteligência artificial seja um auxiliar para ele, e não substituto. Quem educa é o ser humano. A inteligência artificial pode dar uma força e pode ser muito útil se bem utilizada”, diz.
O relator afirma ainda que a proposta visa educar os estudantes para continuarem ligados aos estudos e não passarem a ser “dependentes intelectuais” da IA. “A ideia aqui é avançar tecnologicamente, fazendo a educação entrar de vez no século 21. E proteger professores, estudantes e famílias de possíveis efeitos negativos que podem existir se a gente não tiver regras claras e bem definidas”, aponta.
Sobre riscos, Batista pontua que o uso indiscriminado de IA pode fazer com que jovens fiquem com “preguiça de raciocinar”, além de fazer o aluno acreditar em uma informação incorreta trazida pela ferramenta, ou até induzir os estudantes a confiar segredos psicológicos à inteligência artificial. Algo que, muitas vezes, ela não está desenhada para orientar adequadamente.
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