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Inadimplência em faculdades privadas recuou para 7,9% no ano passado

Cenário positivo reflete aperfeiçoamento da gestão de cobrança das instituições

Educação|Do R7

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A última oitava Pesquisa de Inadimplência realizada pelo Semesp com as instituições de ensino superior privadas, apontou que a inadimplência voltou a cair em todo o Brasil e também no Estado de São Paulo.

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A inadimplência dos demais setores da economia, medida pelo Banco Central, também apresentou queda. Mesmo assim, a inadimplência do setor de educação superior privada ainda permanece um pouco acima da inadimplência total das pessoas físicas.

O levantamento, que engloba o ano de 2013, mostra um índice de inadimplência de 7,9% para o setor, contra 6,7% do índice geral.


Enquanto o índice de inadimplência do setor recuou de 8,4% em 2012 para 7,9% em 2013, a inadimplência total das pessoas físicas no Brasil também teve redução de 8% para 6,7% no mesmo período.

Esse cenário positivo é reflexo do contínuo aperfeiçoamento da gestão de cobrança das instituições, e também em virtude do crescimento do Fies, que passou a ser uma importante ferramenta para redução da inadimplência.


Além de ser tornar um excelente programa de inclusão dos jovens no ensino superior, o Fies também tem se mostrado um importante meio para os alunos que, por qualquer motivo, passam por dificuldades financeiras.

Com o Fies disponível durante todo ano, os alunos que, porventura, atravessarem algum período de dificuldade financeira podem acessar o financiamento estudantil a qualquer momento, evitando assim que contribuam para o crescimento da massa de pessoas físicas inadimplentes no Brasil.


A pesquisa do Semesp traz dados sobre o ano de 2013 em comparação com 2012 sob diversos aspectos, como por localidade (Brasil, Estado de São Paulo, Região Metropolitana e Interior), por porte (pequeno, médio e grande) e por diferentes períodos de atraso (até 30 dias, até 90 dias e acima de 90 dias), oferecendo um retrato bem detalhado dos índices de inadimplência.

As instituições de pequeno porte, com até dois mil alunos, continuam sendo as que mais sofrem com a inadimplência acima de 90 dias. E as de grande porte, com mais de 7 mil alunos, foram as que registram maior taxa de inadimplência até 30 dias.

A região Metropolitana de São Paulo, que concentra mais de 50% das matrículas do Estado, registrou índice de atraso acima de 90 dias de apenas 4,1%, bem abaixo do índice do Interior do estado, que chegou a 9,6%. A Região apresentou, também, queda de 3,7% em relação a 2012 para a inadimplência de curto prazo com mensalidades vencidas até 30 dias, e, no Interior, houve redução de apenas 1,9%.

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