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Mercadante rebate Bolsonaro e defende questão sobre feminismo no Enem

Citação da ativista Simone de Beauvoir no primeiro dia de prova gerou polêmica nas redes

Educação|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Mercadante divulgou balanço do Enem na noite deste domingo
Mercadante divulgou balanço do Enem na noite deste domingo Mercadante divulgou balanço do Enem na noite deste domingo

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, rebateu neste domingo (25) as críticas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à questão do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) 2015 que citou um texto da feminista francesa Simone de Beauvoir.

Por uma rede social, Bolsonaro disse que “tão grave quanto a corrupção é a doutrinação imposta pelo PT junto a nossa juventude” e ironizou afirmando que Enem seria uma sigla para “Exame Nacional do Ensino Marxista”.

Em entrevista coletiva, Mercadante defendeu que o “debate pedagógico e político” é próprio de um exame como o Enem.

— A Simone de Beauvoir é uma intelectual internacionalmente conhecida. A grande contribuição literária dela se dá ali nos anos 50, 60 onde a questão central era exatamente a condição da mulher na sociedade.

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O ministro aproveitou para comentar o tema da redação escolhido para o Enem. Candidatos que prestaram o segundo dia de provas tiveram que escrever um texto sobre "a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”.

— Eu achei um tema excelente. Defende integralmente essa pauta, acho que foi uma excelente escolha, estão de parabéns aqueles que o fizeram. Acho que ajuda a uma reflexão de quase 7 milhões de participantes pararem para pensar sobre isso.

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Nas redes sociais, o tema escolhido gerou polêmica. Grupos feministas e apoiadores elogiaram a escolha, mas teve internauta que achou o tema ideologizado. Diversas postagens no Twitter chamaram o MEC (Ministério da Educação) de comunista e vincularam a luta pelo direito das mulheres ao nazismo, usando o termo “feminazi”. 

Mercadante lembrou que no Brasil, até 1962, a mulher juridicamente era considerada no casamento como "relativamente incapaz" e que até os anos 30 não tinha direito sequer a votar. 

— Quem sabe se nós debatermos com mais transparência essa questão a gente consiga diminuir a violência e seria um grande avanço para a cidadania e para democracia brasileira. Mais respeito as mulheres brasileiras. 

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