Educação SP anuncia investimento de R$ 300 milhões para o novo ensino médio

SP anuncia investimento de R$ 300 milhões para o novo ensino médio

Recursos serão destinados por meio do Dinheiro Direto na Escola para a compra de equipamentos e infraestrutura

  • Educação | Karla Dunder, do R7

Resumindo a Notícia

  • Governo anuncia R$ 300 milhões para novo ensino médio
  • Ampliação dos recursos deverá ser usado pelas escolas para aquisição de equipamento
  • Valores serão direcionados diretamente para as escolas por meio do Dinheiro Direto na Escola
  • Escolas deverão investir em laboratórios de ciências e aquisição de material para robótica
Novo Ensino Médio: governo investe mais de R$ 300 milhões na aquisição de equipamentos

Novo Ensino Médio: governo investe mais de R$ 300 milhões na aquisição de equipamentos

Daniel Guimarães/EducaçãoSP/Divulgação

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, anunciou na manhã desta terça-feira (20) investimento R$ 300 milhões adicionais por meio do programa Dinheiro Direto na Escola para implantar o novo ensino médio. Os recursos deverão ser investidos em infraestrutura das escolas: R$ 100 milhões serão destinados aos laboratórios de ciência para a aquisição de equipamentos e R$ 50 milhões para comprar material de robótica.

"Todas as escolas terão recursos para as aulas maker e robótica", destacou o secretário de estado da Educação, Rossieli Soares. Os cursos estão sendo elaborados com o auxílio da professora Débora Garofalo, uma das finalistas do Teacher Prize, o Nobel da Educação. 

Os recursos devem ser distribuídos a partir de agosto, os valores variam de acordo com o tamanho da escola, variando de R$ 10 mil a R$ 200 mil. Já para os laboratórios, o valor destinado por escola, na média, será de R$ 20 mil. Diretamente para os itinerários, devem ser investidos R$ 150 milhões para compra de material pedagógico ou mesmo adaptação de salas de acordo com as necessidades da escola. Toda escola terá de aplicar o Plano de Aplicação de Recursos para apresentar um orçamento para o uso dessa verba.

"O ensino híbrido veio para ficar, destacando que nada substitui o presencial, mas no pós-pandemia haverá um investimento em estúdio-polos para as diretorias de ensino", informou o secretário. Serão investidos R$ 3,5 milhões para a aquisição de chroma-key, microfones, câmeras, etc.

Rossieli informa que a aula extra será para todos os estudantes "não necessariamente pelo Centro de Mídias, vai depender da escola, essa aula terá como foco recuperação e orientação de estudos. Se a escola escolher a aula extra remota, a Seduc deverá oferecer internet e equipamentos para os estudantes."

Também foi anunciada a contratação de 10 mil professores para o novo ensino médio. "Com a ampliação do horário de aulas, teremos de contratar mais professores". A rede também terá aulas de artes extra como forma de incentivar o interesse artístico.

No ensino médio os estudantes terão aulas a mais, mas os professores poderão trabalhar de forma híbrida pelo Centro de Mídias. "A escola vai montar essa aula a mais como achar que deve." 

A carga horária passa para 3 mil horas. No noturno, serão 8 aulas semanais. "Mesmo com a escola de período integral, as escolas com período noturno permanecerão no estado de São Paulo."

Com relação à obrigatoriedade do retorno presencial, Rossieli informou que não haverá a obrigação de retorno no mês de agosto. "A partir de setembro, se a área médica permitir, podemos pensar, mas no próximo mês não temos nada previsto."

Novo Ensino Médio

O novo ensino médio deve ser implantado em todo o país a partir de 2022. A proposta é aproximar os jovens da realidade do mercado de trabalho e estimular o desenvolvimento de um projeto de vida, daí um currículo mais flexível, que permita ao jovem fazer escolhas e aprofundar seu conhecimento em determinada área ou seguir para o ensino técnico.

Em São Paulo, os estudantes do ensino médio têm no primeiro ano um currículo básico, com uma formação geral. A partir do segundo ano, a formação segue a proposta do Inova Educação (Projeto de Vida, Eletivas, Tecnologia e Inovação). "A construção do currículo foi realizada de forma coletiva, ouvindo professores e estudantes", destacou o secretário de Educação, Rossieli Soares.

A implementação dos itinerários formativos nas escolas estaduais passa pelos três componentes curriculares propostos pelo Inova Educação (Projeto de Vida, Eletivas, Tecnologia e Inovação) e os itinerários que seguem nas áreas de conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza; e seis áreas integradas: Linguagens e Matemática, Linguagens e Ciências Humanas, Linguagens e Ciências da Natureza, Matemática e Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza, além de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. O estudante ainda poderá optar pela formação técnica e profissional.

De acordo com os dados apresentados da Seduc, 63% dos estudantes tiveram interesse por itinerários integrados. A maioria demonstrou interesse na área de Linguagens e Humanas.

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