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UFMG deixa de pagar água e luz para manter projetos de pesquisa

Segundo a reitoria, medida foi necessária por causa de cortes orçamentários feitos pelo Governo

Educação|Do R7

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Nota foi divulgada nesta quinta-feira (5)
Nota foi divulgada nesta quinta-feira (5)
Reitoria alegou que ainda cortou serviços terceirizados
Reitoria alegou que ainda cortou serviços terceirizados

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) anunciou nesta quinta-feira (5) que precisou suspender pagamentos de conta de água e luz para garantir o curteio de bolsas e desenvolvimento de projetos de pesquisa da instituição. Conforme a nota publicada no site da Universidade, o corte foi necessário devido a um decreto do Governo Federal que reduziu o valor disponível para a execução orçamentária neste ano de 2015.

Ainda de acordo com o comunicado assinado pelo reitor Jaime Arturo Ramirez, essa restrição do Governo significa cerca de 33% da verba da instituição, redução que representa aproximadamente R$ 30 milhões. A UFMG explicou ainda que o decreto "agravou a situação financeira instalada em novembro e dezembro [de 2014], quando houve redução substancial de repasses de recursos destinados à Universidade".


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Além da suspensão dos pagamentos das contas básicas, a Universidade ainda reduziu gastos com terceirizados, como vigilantes de portarias. O reitor assumiu o compromisso de "enviar esforços ao Governo para que a educação seja considerada setor prioritário" da Lei Orçamentária de 2015.

Por meio de nota, o MEC (Ministério da Educação) esclareceu que "as universidades federais têm autonomia para gerir seus recursos". Ainda conforme o órgão, enquanto o orçamento deste ano não for aprovado, as instituições federais de ensino vão receber 1/18 do orçamento de custeio. Ainda conforme o comunicado, "as medidas anunciadas por meio do Decreto nº 8.389, de 7 de janeiro de 2015 preservam as dotações orçamentárias do Ministério da Educação previstas no Anexo III da Lei nº 13.080/20145 (LDO 2015), bem como as dotações destinada a bolsas". O MEC declarou ainda que estão previstos repasses de R$ 9,5 bilhões para o setor em 2015.

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