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PT pede ao TSE votação até as 19h em dez estados e prisão em flagrante de envolvidos

Campanha de Lula cita falta de ônibus e problemas no transporte de eleitores em diferentes regiões; pedido para a Bahia foi feito mais cedo

2026|Do Estadão Conteúdo

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Eleitores reclamam de falta de ônibus gratuitos em São Paulo e Salvador EDI SOUSA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 24.10.2026

A coligação do candidato à reeleição e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu neste domingo (25) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que a votação do segundo turno seja estendida até as 19h em zonas eleitorais de dez Estados.

A campanha alega falta de ônibus e outros problemas no transporte de eleitores. Também pede a prisão em flagrante dos responsáveis.

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O pedido foi protocolado às 15h42 e cabe ao presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques. Ele inclui, além da Bahia, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima. A coligação também quer que a prorrogação valha para qualquer Estado com o mesmo tipo de ocorrência e que os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) informem ao TSE quais zonas foram afetadas.

O novo pedido amplia outro, apresentado às 13h22, que solicitava o mesmo horário na Bahia, para as cidades de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Até a publicação deste texto, o TSE não havia decidido nenhum dos dois.

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A coligação pede ainda que o transporte coletivo continue gratuito e com frota completa por pelo menos duas horas depois do fechamento das urnas, para garantir a volta dos eleitores.

Também quer que as mesas registrem em ata os atrasos e os relatos de eleitores impedidos de votar. Se a prorrogação não for aceita, a campanha pede que todos os eleitores presentes no local às 17h recebam senha para votar, inclusive os que estiverem do lado de fora do prédio.

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A prisão em flagrante, segundo o documento, deve ser feita pela Polícia Federal e por outras autoridades policiais contra quem estiver dificultando o voto. A petição cita três crimes previstos no Código Eleitoral, entre eles impedir o exercício do voto e desobedecer a ordens da Justiça Eleitoral.

Para justificar o pedido, os advogados citam uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo a qual a falta de transporte gratuito em dia de eleição pode criar “um novo tipo de voto censitário”, aquele limitado pela renda, por afastar os mais pobres das urnas.

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Os problemas citados

Na Bahia, ponto de partida dos pedidos, a petição cita a ordem de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, emitida pela Justiça Eleitoral. Segundo o documento, uma fiscalização do Procon-BA encontrou 55 ônibus parados e em condições de uso na garagem da empresa OT Trans. A Defensoria Pública acompanha relatos de dificuldades também no interior.

Em São Paulo, a campanha afirma que a frota municipal opera com cerca de 60% dos ônibus, apesar da decisão da 1ª Zona Eleitoral que mandou colocar todos os veículos em circulação. Há relatos de poucos ônibus na zona leste, no centro e na avenida Paulista. Na Grande São Paulo, segundo o texto, passageiros esperavam sem sucesso os ônibus de apoio do sistema Paese em Francisco Morato.

Em Alagoas, faltaram vans e micro-ônibus do transporte intermunicipal nas rodoviárias desde o início da manhã. Houve esperas de mais de uma hora e denúncias de cobrança de passagem de eleitores, o que levou o Ministério Público estadual a intervir.

A queixa em Pernambuco envolve a gratuidade no transporte intermunicipal, que eleitores tiveram dificuldade de conseguir. O documento menciona ainda um motorista que teria dificultado a entrada de um eleitor no ônibus.

O caso de Roraima é o único que envolve transporte organizado pelo governo estadual. Segundo a petição, empresas contratadas se recusaram a fazer as rotas eleitorais com os veículos indicados pelo governo, e eleitores indígenas não conseguiram chegar aos locais de votação.

No Piauí, a coligação cita denúncia de redução da frota em Teresina, levada à Justiça Eleitoral.

Eleitores de João Pessoa, na Paraíba, relataram longas esperas e ônibus que passavam direto pelos pontos da zona sul, mesmo com a gratuidade em vigor.

O texto sobre o Pará menciona apenas denúncias de dificuldades de transporte no arquipélago do Marajó.

No Rio de Janeiro, há relatos de frota reduzida em Petrópolis e de filas nos pontos de São Gonçalo.

O Paraná está entre os estados incluídos no pedido, mas a petição não descreve nenhuma ocorrência no estado.

Guilherme Boulos

O documento menciona que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, denunciou publicamente a redução de frotas em Salvador, São Paulo e Petrópolis.

A coligação anexou ainda um levantamento do Instituto DX segundo o qual o tema “transporte” somou 249,7 mil publicações e 848,7 mil interações nas redes entre 8h e 13h30.

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