Mesária é conduzida à Polícia Federal por suspeita de boca de urna no Gama, no DF
Intervenção em escola foi determinada pela Justiça Eleitoral; até o fim da manhã, DF também registrou casos de fotos em locais de votação
2026|Kristine Otaviano, da RECORD
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Uma mesária foi conduzida pela Polícia Militar por suspeita de boca de urna durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25), no Distrito Federal. O caso ocorreu na Escola Classe 22, no Setor Central do Gama. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal e resultou em um Termo Circunstanciado de Ocorrência.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, a suspeita surgiu dentro da seção eleitoral e a intervenção da Polícia Militar foi determinada pela Justiça Eleitoral. Os policiais só podem entrar no recinto de votação quando autorizados pelo juiz eleitoral ou pelo presidente da mesa.
Após a requisição, os militares foram até a escola e conduziram a mesária ao Fórum de Santa Maria, onde a Polícia Federal analisou o caso e registrou a ocorrência.
O secretário não detalhou qual teria sido a conduta da mesária que motivou a suspeita de boca de urna. Segundo ele, a caracterização da infração cabe à Polícia Federal, responsável pela investigação de crimes eleitorais.
Até o fim da manhã, essa era a única ocorrência de suspeita de crime eleitoral com registro consolidado no Distrito Federal.
Fotografias em locais de votação
Outras duas ocorrências foram registradas em Taguatinga e Samambaia, envolvendo pessoas que fotografaram o interior dos locais de votação.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as imagens não mostravam as urnas eletrônicas, mas o ambiente onde ocorria a votação. Os envolvidos foram advertidos, e os casos foram tratados como infrações administrativas, sem caracterização de crime eleitoral.
A Justiça Eleitoral esclareceu que a proibição de fotografar a urna tem como objetivo preservar o sigilo do voto. O presidente da mesa também tem autoridade para manter a ordem na seção eleitoral e determinar a retirada de pessoas que prejudiquem o andamento da votação.
Ações da PM
Até o fim da manhã, a Polícia Militar havia recebido 20 ligações pelo telefone 190 relacionadas a possíveis irregularidades eleitorais.
Para atender às ocorrências, a corporação montou uma estrutura específica no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), com cinco mesas de atendimento distribuídas por quatro regiões do Distrito Federal.
Quando uma denúncia é recebida, é direcionada à equipe responsável pela região onde ocorreu o fato. O coordenador aciona, por rádio, os policiais mais próximos para verificar a situação.
O monitoramento também é realizado por meio das câmeras do sistema DF 360 e de drones da Polícia Militar. Há ainda duplas de policiais distribuídas pelos 614 locais de votação do Distrito Federal.
Verificação de denúncias
O secretário Alexandre Patury ressaltou que as 20 ligações não representam necessariamente crimes eleitorais. As denúncias passam por verificação e somente os casos com indícios de irregularidade são encaminhados à Polícia Federal.
As ocorrências que podem resultar em prisão em flagrante são direcionadas à Superintendência da Polícia Federal. Já os casos de menor potencial ofensivo podem ser atendidos em cinco pontos disponibilizados em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), como o Fórum de Santa Maria.
Um novo balanço das ocorrências eleitorais está previsto para as 15h deste domingo.
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