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MPE se manifesta contra prisão do prefeito Bruno Reis por falta de ônibus em Salvador

Órgão se opôs ao pedido da coligação de Lula e da PGE por entender que não houve prova de desobediência à ordem sobre a frota

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MPE da Bahia se manifestou contra o pedido de prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, por falta de ônibus durante as eleições.
  • A solicitação de prisão foi feita pela Federação Brasil da Esperança, após denúncias de redução da frota de ônibus.
  • O procurador argumentou que Bruno Reis não foi destinatário direto da ordem judicial e que os crimes apontados são de menor potencial ofensivo.
  • A manifestação do MPE contrasta com a posição da PGE-BA, que também pediu a prisão de Bruno Reis e dos responsáveis pelas concessionárias.

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Segundo o MPR estadual, Bruno Reis não foi alvo direto de ordem judicial, o que impediria a prisão Reprodução/Facebook @BrunoReisBA

O MPE (Ministério Público Eleitoral) na Bahia se manifestou neste domingo (25) contra o pedido de prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e de responsáveis pelas concessionárias de transporte público da capital baiana.

A solicitação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), após denúncias de redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais.

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Em parecer encaminhado ao TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia), o procurador da República Cláudio Alberto Gusmão Cunha argumentou que Bruno Reis não foi destinatário direto da ordem judicial que determinou o restabelecimento da circulação dos ônibus. Segundo o documento, a determinação foi encaminhada ao secretário municipal de Mobilidade Urbana.

Sobre os demais alvos do pedido de prisão, o procurador apontou que ainda não havia comprovação, nos autos, de que os responsáveis tivessem tomado conhecimento da decisão judicial quando a federação solicitou as prisões.

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O pedido foi protocolado às 12h42, enquanto o ofício ao secretário municipal havia sido expedido às 12h25. A decisão previa prazo de uma hora, contado a partir da ciência da ordem, para comprovar seu cumprimento.

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Potencial ofensivo

O MPE também sustentou que os crimes apontados são de menor potencial ofensivo, o que afastaria a lavratura de auto de prisão em flagrante. Segundo o parecer, caberia a condução dos envolvidos para registro de termo circunstanciado de ocorrência. O procurador acrescentou que, na ausência de envolvimento de autoridade com foro por prerrogativa de função, o TRE-BA não teria competência para examinar a matéria.

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“Isso posto, a Procuradoria da República pugna pelo indeferimento do pedido de prisão”, afirmou Cunha, que deixou aberta a possibilidade de adoção de outras medidas.

Posição da PGE

A manifestação do MPE contrasta com a posição da PGE-BA (Procuradoria-Geral do Estado da Bahia), que também pediu a prisão em flagrante de Bruno Reis e de responsáveis pelas concessionárias por suposto descumprimento da ordem judicial.

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Mais cedo, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, havia determinado o restabelecimento da frota de ônibus, com frequência equivalente a dos dias úteis e gratuidade para os passageiros, sob multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.

A manifestação do MPE é um parecer contrário às prisões e não representa uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido.

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