De novos hospitais a linhas de metrô: veja como foi o 1º debate dos candidatos ao Governo do DF
Debate também teve ataques à atual gestão e troca de acusações entre candidatos
2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Ampliar o metrô, construir novos hospitais, reduzir filas na saúde, melhorar a educação e reorganizar as contas públicas foram algumas das promessas apresentadas pelos candidatos ao governo do Distrito Federal no primeiro debate eleitoral, realizado neste domingo (9).
Participaram a governadora Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).
O debate também foi marcado por críticas à gestão de Ibaneis Rocha e Celina Leão. Os candidatos questionaram resultados e decisões do atual governo em áreas como saúde, educação, mobilidade e gestão do BRB (Banco Regional de Brasília), enquanto Celina defendeu as medidas adotadas e rebateu os ataques.
A seguir, veja as principais promessas feitas pelos candidatos.
Celina Leão
A governadora prometeu dar continuidade aos investimentos na saúde, com a entrega de sete hospitais, cinco novas UPAs, mutirões para cirurgias e consultas e instalação de tomógrafos na rede pública.
Ela também defendeu a expansão do metrô para Gama e Santa Maria, o fortalecimento do monitoramento por câmeras e a continuidade de programas de proteção às mulheres. Na educação, prometeu manter a política de atendimento às crianças em creches e, no BRB, atuar para recuperar a instituição diante da crise financeira causada após a polêmica envolvendo o Banco Master.
José Roberto Arruda
Arruda prometeu reduzir gastos e cargos comissionados para liberar recursos para serviços públicos. Na saúde, disse que pretende contratar 1.000 médicos, mudar o modelo de gestão do IgesDF e construir hospitais no Recanto das Emas, São Sebastião, Sol Nascente e o Hospital do Câncer.
Na mobilidade, propõe novas extensões do metrô, VLT entre o aeroporto e a W3 e ampliar o BRT. Também quer reestruturar o BRB e prometeu nomear 3.300 professores concursados, ampliar escolas de tempo integral e criar bolsas para universitários.
Leandro Grass
Grass concentrou suas propostas na redução das filas de serviços públicos. Na saúde, prometeu zerar a espera por exames e cirurgias. Na educação, quer ampliar o ensino integral, com atividades de arte, ciência, tecnologia e esporte, além de negociar reajustes e um novo plano de carreira para professores.
Também propôs organizar a fila por vagas em creches, criar dois novos Institutos Federais e implementar tarifa zero no transporte público. Para a mobilidade, defendeu novas linhas de ônibus, expansão do metrô e implantação do VLT. No BRB, prometeu realizar uma auditoria completa para investigar a crise financeira.
Ricardo Cappelli
Cappelli colocou a saúde como principal prioridade e prometeu uma intervenção no setor já no primeiro dia de governo. Entre as propostas estão o programa Fila Zero, a contratação de médicos e profissionais de enfermagem, a construção de dez policlínicas e a ampliação do funcionamento das UBSs.
Também prometeu acabar com pontos de esgoto a céu aberto, reduzir o tempo de deslocamento dos trabalhadores para no máximo uma hora e pagar o maior salário de professor do Brasil. Na educação, quer construir escolas para reduzir o número de alunos por sala.
Kiko Caputo
Caputo propôs um plano de Estado de longo prazo, com foco em transparência, combate à corrupção e redução do apadrinhamento político. Na saúde, prometeu contratar profissionais e concluir ou construir hospitais e policlínicas.
Na mobilidade, defendeu mais de R$ 1,2 bilhão para recuperar o metrô, além de um trem entre Luziânia e Brasília, novas extensões do metrô e cinco novas vias expressas. Também incluiu entre as prioridades a regularização fundiária e a melhoria da segurança nas ruas.
Paula Belmonte
Paula Belmonte concentrou suas propostas em educação, desenvolvimento econômico, combate à corrupção e políticas para mulheres.
Na educação, prometeu ampliar escolas de tempo integral, melhorar a infraestrutura das unidades e garantir a execução dos recursos destinados ao setor. Na economia, defendeu a desburocratização para comerciantes, investimentos em tecnologia e a criação de um polo inspirado no Vale do Silício.
Para o BRB, propôs priorizar o financiamento de pequenos empreendedores. Também prometeu ampliar políticas de autonomia financeira para mulheres vítimas de violência e fazer do combate à corrupção uma das principais marcas de sua gestão.
Críticas e ataques ao longo do debate
A situação do BRB foi um dos principais pontos de tensão. Grass e Arruda cobraram explicações sobre o tamanho do prejuízo e a condução da crise. Grass acusou o banco de falta de transparência e afirmou que a instituição teria se tornado um “brinquedo na mão de milionário”. Arruda criticou a demora para adotar medidas de recuperação e defendeu cortes em gastos que considera desnecessários. Celina afirmou que herdou a crise e acusou adversários de explorar politicamente a situação do banco.
Na saúde, Cappelli criticou as filas para cirurgias, consultas e exames e relatou casos de falta de estrutura no atendimento. Também resgatou acusações relacionadas a um antigo escândalo envolvendo UTIs de Santa Maria, no período em que Celina presidia a Câmara Legislativa.
Ela respondeu afirmando ter sido absolvida das acusações e destacou medidas adotadas nos primeiros meses de sua gestão. O embate também ganhou contornos pessoais, com Celina chamando Cappelli de “candidato tentativa” e questionando sua relação com Brasília.
A educação foi outro alvo de críticas. Grass e Belmonte questionaram a queda do Distrito Federal no ranking do ensino médio, a oferta de escolas em tempo integral e as condições da rede pública.
Grass criticou ainda a gestão da fila por creches, enquanto Belmonte apontou problemas na execução do orçamento e na infraestrutura das escolas, incluindo a ausência de refeitórios em parte das unidades.
Na mobilidade, Caputo criticou a obra de substituição do asfalto por concreto na Estrutural e afirmou que a intervenção não teria solucionado os problemas de trânsito. Arruda, por sua vez, atacou a política de obras do atual governo e criticou o estado de manutenção do metrô.
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