Antes de Lula, discursos defendem soberania do Brasil e ‘legado de morte’ de Bolsonaro
Paulo Pimenta, Gleisi Hoffmann e Simone Tebet discursam em largada de campanha
2026|Do R7
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O ato de lançamento da campanha à reeleição do presidente Lula (PT), em São Bernardo do Campo (SP), começou com uma sequência de discursos de aliados antes da fala do petista. O primeiro a falar foi o candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), que relembrou “momentos difíceis do presidente”, em referência à prisão de Lula em 2018, e afirmou que “aqui não vai ter bandeira dos EUA porque é o povo brasileiro quem manda”.
Em seguida, discursou o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, liderança política do Ceará, que resumiu o apoio da região Nordeste à candidatura na frase “o Nordeste está com Lula”.
A candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, ex-ministra de Lula, foi mais dura com os adversários. “Eles deixaram um legado de morte, não têm nada para mostrar”, disse, sobre a família Bolsonaro. Gleisi afirmou ainda que os rivais “acharam que o PT e a esquerda iam acabar”, mas que “os apoiadores de todos os estados estão em campanha para a reeleição de Lula”.
Por último, a ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet, reforçou o tom de polarização com a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e criticou o uso da bandeira dos Estados Unidos em atos do rival.
“Enquanto eles falam de pátria, quem defende as cores da bandeira somos nós. Eles desfilam na Paulista com bandeiras dos EUA”, disse. Tebet pediu votos para Lula e para Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo.
O palco foi montado no centro do estádio Vila Euclides, também conhecido como 1º de Maio, em frente a um telão que deve exibir imagens ao longo do evento, com um corredor para que Lula caminhe em direção à tela enquanto discursa.
Também devem subir ao palco a primeira-dama Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a mulher dele, Lu Alckmin. Segundo o PT, o evento reúne mais de 20 mil pessoas no local onde o presidente construiu sua trajetória política como metalúrgico.
Mulheres abrem os discursos
Lula chegou ao palco trajando o já tradicional chapéu Panamá, com camisa social branca de mangas compridas e calça social caqui. Sentou-se na ponta do palco principal, ao lado da primeira-dama Janja da Silva. Além do casal, colocaram-se lado a lado o candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin, sua esposa, Lu Alckmin, e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, com a mulher, Ana Estela.
Lula assistiu aos dois primeiros discursos depois de tomar seu lugar, e ambos foram de mulheres, num aceno da campanha ao voto feminino, que deve ser um dos focos iniciais da disputa presidencial.
A candidata do PT ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva, defendeu a presença de mulheres no Senado como pauta que ultrapassa a “questão da mulher”. “É importante que as mulheres estejam no Senado, não apenas como o tema da mulher, mas o tema do Brasil, da democracia, da liberdade”, disse, antes de fazer o resgate biográfico de Lula como “torneiro mecânico” fundador do PT.
Em seguida, a primeira-dama Janja da Silva discursou dizendo que, antes de se casar com Lula, “já era uma Silva”, e associou o próprio sobrenome à luta coletiva das mulheres brasileiras. “Nunca estamos sozinhas, porque, quando uma mulher avança, ela leva com ela todas as mulheres.”
Janja fez tributo a Marisa Letícia, primeira esposa de Lula, e às mulheres que sustentaram a militância sindical do marido nas greves do ABC em 1979, dizendo que coube a elas o papel de “alicerce” pouco lembrado da história do PT. Segundo Janja, foi Marisa quem “bordou a primeira bandeira do PT”.
A primeira-dama cobrou um “país com um presidente que cuide das mulheres” e não apenas alguém que “pense só nas mulheres como alguém que cuida”, defendendo políticas de creche, escola em tempo integral e saúde em todas as fases da vida.
“Queremos alguém que siga caminhando e cuidando com as mulheres, para que as mulheres também tenham tempo e oportunidade para se cuidar, para descansar, para se divertir”, disse. Ela fechou o discurso afirmando que as mulheres são “a maioria da população”, “a maioria do eleitorado” e “guardiãs da democracia”, pedindo a reeleição de Lula. Em seguida, convidou o cantor gospel Cléber Lucas para um momento musical no palco.
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