Augusto Cury envia carta a Fachin e diz que ‘processo democrático está morrendo’
Candidato pensa em acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para relatar ‘preocupações em relação à democracia’
2026|Do R7
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O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, enviou nesta sexta-feira (2) uma carta ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, em que diz que “o processo democrático está morrendo”.
A manifestação do presidenciável vem após o cancelamento do último debate entre candidatos a presidente antes do primeiro turno, que aconteceria nesta quinta (1°).
No texto, Cury diz que escreve ao magistrado “movido por grande preocupação com o Brasil e com o futuro da nossa democracia” e pede “equilíbrio, autocontenção e respeito à soberania do povo brasileiro”.
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Após o cancelamento do debate, o candidato mudou a agenda para esta sexta, dia do seu aniversário, e vai realizar um ato em frente ao STF às 12h. “Hoje é o dia do meu aniversário, mas pouco há para comemorar”, diz Cury.
“O debate é o oxigênio da democracia. Ele traz luz às decisões, pensamento crítico ao eleitor, coragem aos desanimados e informação sobre propostas e projetos”, sustenta o escritor.
“Seria imprescindível para que mais pessoas conhecessem minhas ideias e meu projeto de Estado e pudessem decidir em quem votar no dia 4 de outubro”, completa o candidato em outro trecho da carta em que cita as decisões do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que interferiram na realização do encontro.
No fim da carta, Cury avisa a Fachin que avalia acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para relatar suas “preocupações em relação à democracia brasileira”.
Fatos durante campanha preocupam Cury
Em sua explanação, Augusto Cury cita alguns casos que aconteceram durante a campanha e que o preocuparam. O primeiro deles foi uma suposta queda em seu alcance nas redes sociais. O candidato do Avante ainda aponta o pedido de vista do ministro Flávio Dino no julgamento que poderia abrir investigação contra Alexandre de Moraes e o aumento do Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno.
“Esta carta é um protesto, mas é também uma súplica pacífica: que os Poderes sejam harmônicos, que a liberdade de expressão seja preservada e que o povo brasileiro chegue às urnas com informação suficiente para decidir”, afirma. “Sem informação, não há escolha consciente. Sem debate, falta oxigênio à democracia. Não deixemos a democracia morrer por falta de oxigênio”, conclui o escritor.
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