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Lula e Flávio Bolsonaro lançam aliados no Rio e defendem medidas contra facções

Lula promete retomar territórios e Flávio defende ‘tolerância zero’ contra grupos criminosos

2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula e Flávio Bolsonaro participaram de comícios no Rio de Janeiro para lançar aliados ao governo estadual.
  • Flávio propôs classificar facções criminosas como grupos terroristas e defendeu penas mais severas, incluindo castração química para estupradores.
  • Lula prometeu criar um Ministério da Segurança Pública para equipar melhor as forças policiais e retomar territórios dominados por criminosos.
  • Ambos os candidatos apresentaram propostas distintas para combater o crime organizado e melhorar a segurança pública no estado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Flávio fizeram comícios com Paes e Ruas neste sábado
Lula e Flávio fizeram comícios com Paes e Ruas neste sábado Montagem - Ricardo Moraes/Reuters e Tita Barros/Reuters

Candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram, neste sábado (22), de comícios na cidade do Rio de Janeiro para lançar as candidaturas de aliados ao governo do estado. Nos eventos, os dois abordaram promessas para a segurança pública e o combate ao crime organizado.

Lula participou do evento que marcou o lançamento da candidatura de Eduardo Paes (PSD), enquanto Flávio esteve ao lado de Douglas Ruas (PL), nome do partido ao governo estadual.


Os dois presidenciáveis apresentaram propostas diferentes para enfrentar a atuação de facções criminosas e milícias no estado. Enquanto Flávio propôs classificar PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e milícias como grupos terroristas, Lula falou em criar um Ministério da Segurança Pública para preparar e equipar melhor as forças policiais.

Flávio defende medidas mais duras contra criminosos

Flávio defendeu uma política de segurança baseada em medidas de maior rigor contra criminosos. “O bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado, porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós. Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já estou avisando”, afirmou.


Ao defender que PCC e CV sejam tratados como terroristas, Flávio disse que “esses caras vão morfar na cadeia ou vão ser neutralizados pela nossa polícia se enfrentarem”.

Entre as propostas apresentadas pelo senador está ainda a criação de uma pena mínima de oito anos de prisão para pessoas condenadas por roubo de celulares. Ele também defendeu que os detentos trabalhem para custear sua permanência no sistema prisional e indenizar as vítimas.


Outra medida citada foi a castração química para estupradores e pessoas que abusarem de mulheres e crianças. Flávio também prometeu utilizar tecnologia para aumentar a proteção de mulheres e permitir a prisão imediata de agressores que descumprirem medidas protetivas.

“Marginais narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil. Porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, frisou o candidato do PL.


Lula promete retomada de territórios dominados pelo crime

Lula afirmou que pretende avançar na atuação federal sobre a segurança pública e citou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, enviada pelo governo ao Congresso.

Segundo Lula, após a aprovação da proposta pelo Senado, a intenção é criar um Ministério da Segurança Pública. A nova estrutura, de acordo com o presidente, teria entre seus objetivos preparar e equipar melhor a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, além de criar uma força especial federal.

Lula também direcionou parte do discurso aos moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro e prometeu retirar criminosos de áreas dominadas por organizações criminosas.

O presidente afirmou que a retomada dos territórios deverá ser feita de maneira planejada, sem “carnaval” ou “pirotecnia” e sem operações marcadas por tiroteios desordenados. A ideia, segundo ele, é prender os criminosos e devolver o controle das ruas às comunidades.

“Nós vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Pode ficar certo. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar ao vento. Não, nós vamos prendê-los e vamos dizer: ‘A rua é do povo, a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo, não é dos bandidos’”, destacou o petista.

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