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Mais tempo de TV, estrutura e votos: por que alianças são cobiçadas nas eleições

Em contrapartida, chapa puro-sangue pode reduzir conflitos internos e exposição a crises políticas

2026|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alianças partidárias são estratégicas para campanhas devido ao aumento do tempo de TV, recursos financeiros e fortalecimento da imagem de governabilidade.
  • O tempo de propaganda é calculado com base nas bancadas na Câmara dos Deputados, e coligações influenciam na distribuição desse tempo.
  • Coligações ampliam a presença territorial e a capacidade de mobilização, mas podem causar conflitos internos e crises políticas.
  • Nas eleições de 2026, a fragmentação da direita e a polarização política são desafios, com a esquerda mais unida em torno do presidente Lula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tempo de TV será calculado após 15 de agosto, prazo para registro formal das candidaturas Montagem: Ricardo Stuckert/PR - 05.08.2026, Vittor Sales/Flickr @flaviobolsonaro - 01.08.2026, Gabriel Pinheiro/CNI – 22.06.26, Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 20.05.2026 e Reprodução/Redes sociais @renansantosmbl - Arquivo

Na corrida presidencial, o tempo de propaganda na televisão é uma das vantagens mais cobiçadas pelos candidatos na hora de formar coligações para as eleições.

Outros pontos positivos da “união de forças” são o fortalecimento da imagem, por demonstrar capacidade de articulação e construção de alianças políticas, e a maior capilaridade da campanha, como explica o advogado especialista em direito eleitoral Rodrigo Pedreira.


“[O candidato conta] com o apoio das lideranças, filiados, prefeitos, vereadores e candidatos proporcionais de todos os partidos integrantes da coligação, aumentando a presença territorial e a capacidade de mobilização de eleitores”, diz.

Além disso, aumenta a possibilidade de ampliar os recursos financeiros, tanto por meio da destinação de recursos do fundo eleitoral quanto do fundo partidário.


E os contras?

Em contrapartida, ao contar com o apoio de outras siglas, muitas vezes é preciso dividir o protagonismo político. “Exige concessões na formação da chapa, no programa de governo e na condução da campanha”, pontua Pedreira.

Além disso, o risco de crises também aumenta e existe possibilidade de conflitos internos entre os partidos, especialmente quando possuem orientações ideológicas ou interesses regionais distintos, o que não costuma acontecer com chapas puro-sangue. É o caso dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que formaram chapas dentro de seus próprios partidos.


Fragmentação da direita

Nas eleições gerais de 2026, tem-se desenhado um cenário parecido com pleitos anteriores. No dia 4 de outubro, os eleitores terão diversas opções de candidatos com perfil alinhado à direita, descentralizando os votos, enquanto a esquerda aparece mais forte com o atual presidente Lula, que busca a reeleição.

Segundo o professor do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília) Edvaldo Fernandes, a fragmentação da direita reflete uma descentralização partidária combinada à polarização personalista da política brasileira, com dois polos: o lulismo e o bolsonarismo.


Ele diz que em 2018 houve o pico da fragmentação partidária no Brasil, com treze candidatos à Presidência da República, número que foi superado nas eleições de 1989.

“À esquerda, a convergência entre Ciro Gomes, [Fernando] Haddad e outros nomes da esquerda talvez pudesse ter derrotado Jair Bolsonaro, mas não foi o que aconteceu”, lembra.

Em 2026, ele considera como maiores desafios a fragilidade partidária e as divergências internas nas legendas. “Ainda tem a falta de concatenação entre os programas dos partidos do centro e da direita com certos pontos da agenda de setores bolsonaristas”, analisa Fernandes.

Mesmo assim, o cientista político avalia que, em um eventual segundo turno, a tendência é de que as forças políticas menores - que tentam se organizar em candidaturas alternativas - se aglutinem em torno de Flávio Bolsonaro, já que não há tanta pressão dos interesses regionais, o que pode alavancar a vitória da direita.

Outros critérios

Nem só as coligações servem de base para o cálculo das propagandas nas eleições. No caso da televisão e do rádio, a Justiça Eleitoral leva em conta os tamanhos das bancadas na Câmara dos Deputados.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os partidos que superaram a cláusula de desempenho.

Tempo de televisão em 2026

Por contabilizar federações e coligações, o tempo de cada candidato à Presidência será calculado após 15 de agosto, prazo para registro formal das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

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