Candidato à reeleição ao Senado, Plínio Valério contratou assessor acusado de roubar casas com salário de R$ 19 mil
Réu na Justiça do Amazonas, Jackson Bacelas passou a trabalhar com políticos na Assembleia do estado em 2013 e hoje é assistente parlamentar do tucano em Manaus
2026|Do R7
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O senador Plínio Valério (PSDB-AM), candidato à reeleição, contratou como assessor parlamentar Jackson Bacelas dos Santos, um ladrão de casas e réu na Justiça amazonense que nunca foi julgado.
Jackson tem um passado controverso. Em 2012, foi preso por assaltar uma residência e manter duas mulheres reféns. Apesar de ter sido indiciado pela polícia e denunciado pelo MP-AM (Ministério Público do Amazonas), o processo contra ele se estendeu por mais de 10 anos sem julgamento.
No ano passado, a Justiça cobrou os promotores, e o MP-AM solicitou a extinção do caso devido à prescrição dos crimes. Jackson, que cometia assaltos a residências, segundo a investigação, livrou-se da ação criminal.
Em 2013, Jackson iniciou uma carreira na política local. Ele trabalhou para políticos na Assembleia Legislativa do Estado e na Prefeitura de Manaus antes de ser contratado pelo gabinete do senador Plínio Valério como assistente parlamentar em Manaus. Atualmente, recebe um salário acima de R$ 19 mil.
Outro nome associado ao gabinete é o de Celso Castelo Branco Garcia, advogado que também trabalha para o senador Plínio Valério. Também, com um salário de R$ 19 mil, Celso se tornou o maior doador de campanha do senador nas últimas eleições ao doar R$ 55 mil, em sua maior parte por meio de repasses via Pix.
Além dos dois, a jornalista Artemísia de Castro Gadelha também está ligada ao escritório político do senador. Além de seu papel jornalístico, foi contratada como ajudante parlamentar no escritório de Valério, recebendo cerca de R$ 5.000 mensais. Esse vínculo levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse devido ao uso de seu site para divulgar o senador.
Especialistas alertam que utilizar recursos públicos para financiar meios de comunicação pode configurar abuso de poder político e econômico.
“Quando um candidato à reeleição faz a sua propaganda eleitoral em um site que não foi informado no seu registro de candidatura, isso configura irregularidade e é uma forma de burlar o algoritmo. Além de configurar o abuso dos meios de comunicação e do poder econômico, pode ensejar multa e até a retirada destas notícias do ar e, em casos mais extremos, a própria retirada da página do ar pela Justiça Eleitoral”, adverte Arthur Rollo, advogado especialista em direito do consumidor.
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