Augusto Cury diz receber telefonemas para desistir de candidatura e afirma que vai ao 2° turno
Candidato do Avante aposta na “via de pacificação” como estratégia na reta final para as eleições
2026|Maria Fernanda Luchsinger, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O candidato à Presidência da República Augusto Cury, do Avante, afirmou ter recebido telefonemas de políticos de direita e esquerda tentando convencê-lo a desistir da candidatura. Cury participou de um podcast em São Paulo e, depois, fez uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30).
Segundo ele, pesquisas eleitorais internas mostram um desempenho melhor do que o divulgado publicamente. O candidato disse que a resposta foi negativa para ambos os lados.
“Agora todos os lados estão nos procurando. A nossa resposta é: nós vamos estar no segundo turno e não vamos apoiar ninguém. Nós queremos que eles façam o voto útil para conosco”, afirmou.
Mais uma vez, o candidato do Avante criticou Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. E afirmou que é “o único que tem força para derrotar Lula em um segundo turno”. Cury também criticou Flávio Bolsonaro e disse que Lula teria interesse em enfrentá-lo em um eventual segundo turno.
“O sonho do Lula é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno porque ele vai destruí-lo […] Se ele vai para o segundo turno com essa indústria de escândalos envolvendo ele, que saiu na imprensa ontem, certamente ele vai ser derrotado. Então, voto útil é voto em Augusto Cury e não em Flávio Bolsonaro.”
Estratégias para ganhar votos de indecisos
Para tentar chegar ao segundo turno, Augusto Cury aposta em ser a via de pacificação política. O candidato afirma que pretende conquistar votos de pessoas indecisas. Segundo ele, um percentual que varia entre 30% e 35% dos eleitores.
Cury defendeu uma aproximação entre pessoas de direita e esquerda, citando políticos de diferentes campos ideológicos como exemplos de lideranças que considera positivas. Ele citou Eduardo Suplicy e José Múcio, e ainda Damares e Michelle Bolsonaro, como pessoas que admira. E ainda disse que, se for eleito, pretende formar um governo com especialistas de diferentes áreas.
“Vou convidar os melhores especialistas de todas as áreas para governar a nação, especialistas tais como economistas, gestores de empresas e inclusive ministros ou governadores sem histórico de corrupção e mentira”, disse Cury.
O candidato ainda afirmou que pretende doar o próprio salário para duas microempresas por mês, e defendeu mais uma vez o fim da reeleição. Também disse que o modelo econômico de Lula está falido e que Flávio Bolsonaro “faliu a ética”.
Propostas para economia e educação
Na economia, Cury defendeu a redução da taxa Selic para 7% ou 8% e relacionou a medida à redução do custo de financiamento da dívida federal. Ele também criticou o endividamento das famílias e afirmou ter conversado com líderes do setor financeiro sobre o assunto. Cury também criticou o que chamou de concentração de recursos no mercado financeiro em vez de investimentos produtivos.
“Ricos ficam mais ricos e pobres ficam mais pobres. Rico fica mais rico, pelo menos uma parte deles não investe na produção, investe em rentismo, em juros e, consequentemente, está havendo uma contração sem precedentes da economia brasileira”, disse Cury.
O candidato criticou ainda o aumento do Bolsa Família às vésperas da eleição.
“O Lula usou a dor das pessoas, dando 15% no Bolsa Família, para ganhar voto das pessoas em situação de vulnerabilidade. Ele devia ter feito isso no começo do ano. E por que não deu 20%? Por que não deu 30%? Por que dar às vésperas da eleição?”
Na educação, Cury criticou o desempenho dos estudantes brasileiros no PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, e questionou a condução da área pelo governo Lula. Ele defendeu mudanças no modelo de ensino, com maior valorização do raciocínio e criatividade. Cury apresentou uma metodologia própria voltada à neuroinclusão e afirmou que pretende disponibilizá-la gratuitamente às escolas.
“O aluno que é um espectador passivo diante de um professor que é um expositor ativo, o último lugar que eles querem estar é dentro da sala de aula (…) 90%, no mínimo, saem sem aprender matemática. Se você não aprende matemática, você não desenvolve raciocínio lógico ao longo de toda a vida, compromete a gestão financeira e compromete o futuro da sua família”, afirmou.
Amanhã, Augusto Cury viaja para o Rio de Janeiro.
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