Na TV, Flávio fala em cortar impostos e Lula reforça pauta da segurança das mulheres
Programa do PL focou endividamento das famílias; petista destacou medidas de proteção contra violência
2026|Do R7
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Os dois principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), dedicaram o horário eleitoral desta quinta-feira (3) a temas considerados chaves das respectivas campanhas.
Enquanto o senador pelo Rio de Janeiro priorizou o endividamento das famílias brasileiras e prometeu corte de impostos, o presidente candidato à reeleição reforçou o compromisso com a segurança das mulheres.
Flávio promete “tesouraço”
Inspiração aberta na “serra elétrica” dos gastos do argentino Javier Milei, o programa de Flávio Bolsonaro abordou o “tesouraço” contra as dívidas dos brasileiros.
O candidato do PL abriu com depoimentos de eleitores sobre dificuldades no orçamento doméstico, ao lado de dados da Confederação Nacional do Comércio sobre o crescimento do endividamento familiar em julho.
O candidato relacionou o problema ao nível de endividamento do governo federal, hoje em 82% do PIB, ante os 71% registrados no governo anterior.
Como resposta, Flávio Bolsonaro prometeu cortar o que classificou como os mais de 30 impostos criados ou aumentados pela atual gestão, além de reduzir os juros.
Lula e a violência contra mulheres
Já o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva girou em torno da defesa dos direitos das mulheres e meninas.
O petista apresentou projeto do Alerta Mulher Segura e a emissão de medidas protetivas em até 24 horas com uso de tornozeleira eletrônica como parte da política de segurança.
Ele também mencionou o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, que, segundo o programa, já resultou na prisão de mais de 34 mil agressores neste ano.
Entre as medidas de cunho social, Lula citou o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, ambos com as mulheres como beneficiárias principais, além da Lei da Igualdade Salarial e da defesa do fim da escala 6x1, hoje em tramitação no Congresso. A primeira-dama, Janja da Silva, participou do programa reforçando a pauta.
O programa também atacou Flávio Bolsonaro, questionando sua trajetória familiar e citando a homenagem do senador ao ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, morto em confronto com a polícia e condenado pelo envolvimento na morte de Marielle Franco.
Cury e Caiado
Augusto Cury (Avante) manteve o tom conciliador já observado em programas anteriores, defendendo diálogo em vez de embate como caminho para o país.
Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, centrou seu tempo de TV na biografia política. O programa destacou os dois mandatos como governador de Goiás, com ênfase em segurança pública, saúde e educação.
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