Em sabatina, Caiado usa gestão à frente de Goiás como exemplo e fala que país está em ‘colapso’
Candidato aproveitou oportunidade para se distanciar da imagem dos adversários e defender exploração de terras raras brasileiras
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Candidato do PSD (Partido Social Democrático) à Presidência da República nas eleições deste ano, Ronaldo Caiado comentou, nesta terça-feira (4), o que poderia fazer para equilibrar as contas públicas da União caso seja eleito.
O candidato usou a expressão “cortar na carne” para se referir a esse processo e prometeu “previsibilidade econômica”. Para detalhar quais medidas adotaria, Caiado usou como exemplo a gestão à frente do governo de Goiás, quando ocorreu uma reforma da Previdência no estado.
“A partir daí, é [necessário] colocar a taxa de juros em níveis compatíveis. Você pode ter uma inflação de 4% e uma taxa de juros de 3% ou 4%. É compatível. A que temos hoje não é”, comparou. No entanto, o candidato não deu detalhes sobre como manteria as taxas nesses patamares.
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Para o político, a recuperação da confiança exige que o próximo governo dê sinais de responsabilidade na administração dos recursos públicos. O candidato ainda associou o atual cenário econômico ao período final do governo Dilma Rousseff (PT) e mencionou a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) como exemplo.
Também em meio aos ataques, Caiado mencionou os casos da “rachadinha” e do mensalão para se diferenciar dos demais candidatos nestas eleições. Para ele, o país está em “colapso total”, e não se pode estar preocupado em resolver problemas decorrentes de “escândalos” familiares.
Nas últimas semanas, o goiano intensificou as críticas ao filho de Jair Bolsonaro (PL), em busca de ampliar o espaço na corrida ao Palácio do Planalto.
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Exploração do solo brasileiro
Em relação ao tema das terras raras, Caiado defendeu que o Brasil explore essas áreas, pois tem “a joia da coroa”, em virtude dos minerais e das águas disponíveis em solo nacional. “Há seis anos, nem se falava isso. Em 2019, iniciamos; hoje, Goiás as produz.”
Em março último, o estado de Goiás, ainda sob gestão de Caiado, fechou um acordo de cooperação em minerais críticos e terras raras com os Estados Unidos. Contudo, a medida desagradou o governo federal, pois esses tipos de ações — tanto pela legislação brasileira quanto pela prática diplomática — são tradicionalmente firmados pela União.
Ronaldo Caiado deu as declarações durante sabatina organizada pela empresa G4 e pelo portal O Antagonista, em São Paulo, com candidatos à Presidência da República.
Participam do evento, além de Caiado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo); e o influenciador Renan Santos (Missão). Lula foi convidado, mas não respondeu se participaria.
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