Tarcísio diz que eleição de Flávio Bolsonaro facilitaria vida de SP e prevê eventos conjuntos
Governador também falou das reclamações da Sabesp e admitiu que a tarifa pode aumentar para repor a inflação
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (19) que uma eventual eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência facilitaria a relação do governo paulista com a União. Tarcísio confirmou que os dois participarão juntos de eventos durante a campanha.
“O Flávio eleito presidente, a nossa vida aqui vai ser mais fácil”, declarou o governador, em sabatina da Joven Pan News.
Segundo Tarcísio, o alinhamento entre os governos federal, estadual e municipal pode acelerar a execução de políticas públicas.
Na avaliação do governador, a relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é prejudicada por conta do Planalto ver sua gestão como composta por “adversários políticos”. Segundo ele, o governo federal não “abraça” São Paulo como faz com outros estados por esse motivo.
O governador também confirmou uma agenda conjunta com o candidato presidencial. Segundo Tarcísio, Flávio estará em São Paulo nesta quinta-feira (20), quando os dois devem almoçar juntos. Eles também devem participar de um evento em Barretos, no interior do estado, no fim de semana.
O almoço deve acontecer no bairro da Mooca, na capital paulista. No próximo sábado (22), Flávio e o governador de São Paulo devem participar do Festival Peão de Barretos, no interior paulista.
“Sem dúvida, vamos estar juntos. A gente vai ter um almoço juntos. Amanhã tem uma sabatina, mas, logo em seguida, eu me junto a eles. No fim de semana, vamos estar juntos novamente em Barretos. E vamos fazer muitos eventos em conjunto”, disse Tarcísio.
A declaração ocorre um dia depois de Tarcísio afirmar que tentaria deixar a polarização nacional de lado e concentrar sua campanha nas políticas públicas estaduais.
Questionado se ainda se considera um candidato bolsonarista, Tarcísio não respondeu diretamente. Definiu-se como um candidato de “valores cristãos”, conservador e liberal, favorável a um Estado mais enxuto, ao setor privado e ao empreendedorismo. Segundo ele, há gratidão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a população não está “preocupada com ideologia”.
“Tenho valores que são comuns aos valores pregados pelo bolsonarismo”, afirmou.
Reclamações contra a Sabesp
Tarcísio também foi questionado sobre a alta de 70% nas reclamações contra o serviço da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) após a privatização. Ele atribuiu esse aumento à substituição dos hidrômetros.
“O que aconteceu, do ponto de vista das reclamações na largada, está muito relacionado às trocas dos medidores. É um ajuste que a empresa fez imediatamente. O número de reclamações vem caindo continuamente”, afirmou.
O governador afirmou ainda que os reajustes são necessários para repor a inflação e preservar a capacidade de investimento da empresa. Acrescentou que, em setores regulados pela base de ativos, a realização de obras amplia o patrimônio da companhia e tende a pressionar as tarifas.
“A tarifa vai aumentar? Vai. A da Sabesp pública também aumentaria. O que podemos garantir, porque está na lei e no contrato, é que a tarifa sempre vai caminhar abaixo”, disse.
Tarcísio afirmou que a tarifa atual é 15% inferior à que seria praticada caso a companhia permanecesse sob controle estatal.
Endividamento das famílias
Tarcísio associou as bets ao endividamento das famílias e às dificuldades enfrentadas pelo varejo. “As pessoas estão endividadas, estão gastando o seu dinheirinho com as bets, que foram regulamentadas aí no governo Lula, pelo Haddad”, afirmou.
O mercado de apostas foi legalizado em 2018, no governo Michel Temer (MDB), mas não foi regulamentado no prazo encerrado durante a gestão de Jair Bolsonaro. No governo Lula, o Ministério da Fazenda criou uma secretaria para autorizar e fiscalizar as empresas do setor.
Segundo o governador, o setor varejista enfrenta perda de receita enquanto parte da renda dos consumidores é direcionada às plataformas de apostas. “A gente está com um problema enorme, e o varejo está fechando, está definhando”, declarou.
Forças Armadas “estão morrendo”
O governador de São Paulo também criticou a situação das Forças Armadas, que, segundo ele, estão “morrendo” e “definhando” no atual. Para o governador, a situação compromete a proteção das fronteiras e, consequentemente, o combate ao crime organizado.
“A gente não fabrica pasta-base de droga. A gente não produz determinados armamentos, e eles entram pelas nossas fronteiras. Qual é a situação das Forças Armadas na gestão do governo Lula? Elas estão morrendo, estão definhando”, declarou.
*com Estadão Conteúdo
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