Toffoli adia análise de candidatura de Renan Santos e fala em ‘indícios de ilicitude’
Ministro do TSE questiona a campanha do candidato do Missão sobre as redes sociais apresentadas no registro da candidatura
2026|Do Estadão Conteúdo
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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli ordenou a retirada de pauta do processo de registro de candidatura do empresário Renan Santos, que disputa a Presidência pelo Missão. Em um despacho publicado na noite deste sábado (29), Toffoli apontou que há “indícios de ilicitude” nos requerimentos.
O julgamento do processo de registro de Renan Santos seria iniciado, em plenário virtual do TSE, nesta segunda-feira (31).
Toffoli questiona a campanha de Renan pelas redes sociais que foram apresentadas durante o registro da candidatura.
“Em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina (vice do candidato do Missão) informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, diz um trecho da decisão de Toffoli.
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Todos os candidatos são obrigados a informar as redes sociais utilizadas em campanha durante o processo de registro, mas Renan o fez posteriormente. Portanto, Toffoli optou por retirar o julgamento da pauta do TSE para que a Corte analise a retificação do candidato do Missão, além de ouvir os advogados da sigla.
Renan Santos se defende
Por meio da assessoria de imprensa, Renan Santos divulgou um vídeo se defendendo. Disse que o problema foi resolvido e que “não vai abaixar a cabeça”.
“Não vamos abaixar a cabeça para essa notícia. Estão falando de um caso que está dando problema para um monte de gente, que são os registros das redes sociais. É um problema interno do TSE. A gente registrou sim as redes sociais”, disse o candidato do Missão.
“Estão querendo enquadrar minha campanha, dizendo que estaria abusando do poder econômico. Isso é bizarro. Minha campanha é a mais barata, dependo de vaquinha e doações privadas, não tenho tempo de TV nem fundo partidário. Não acredito que a Justiça será tão injusta num caso desse. Quando falei que o jogo era pesado, é porque era pesado”, completou.
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