Renan Santos sugere novo regime de contratação e fim da Justiça do Trabalho
Candidato do Missão propõe regime alternativo à CLT e ao MEI, baseado em contratação por hora trabalhada
2026|Do R7
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O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, defendeu a criação de um novo regime de contratação para o país. Segundo ele, o Brasil precisa encontrar uma forma de aumentar a formalização para evitar rombo fiscal e previdenciário.
“Precisamos de um regime trabalhista que encare o problema do tamanho da base, precisamos de uma base de contribuição maior, com uma tributação menor e, ao mesmo tempo, que gere segurança jurídica para contratar e demitir”, afirmou Renan Santos.
O modelo proposto pelo candidato seria baseado em três pilares: tempo máximo de horas trabalhadas, que ele indicou que manteria em 44 horas semanais, tempo mínimo de descanso e pagamento por hora trabalhada.
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O novo regime seria alternativo à CLT e ao MEI (microempreendedor individual) e, segundo ele, tem o objetivo de gerar uma formalização em massa. O aumento do número de MEIs no país preocupa o candidato pela redução na arrecadação para a Previdência. Ele detalhou a proposta em sabatina realizada nesta quinta-feira (27) aos jornais O Globo e Valor Econômico e à rádio CBN.
Justiça do Trabalho
O candidato do Missão ainda voltou a defender o fim da Justiça do Trabalho. Para ele, os processos trabalhistas devem ser julgados pela Justiça Cível.
“Estamos mantendo uma tradição oriunda do começo do século 20 de conflito entre patrão e empregado, de luta de classes, que não cabe mais no mundo de hoje. O contexto agora é outro”, defendeu Renan Santos.
Escala 6x1
Sobre o fim da escala 6x1, Renan foi taxativo em dizer que é contra e que mudaria a legislação caso seja aprovada pelo Congresso Nacional.
Ele chamou a medida de “populista” e afirmou que ela iria gerar efeitos negativos na economia.
“A partir do momento em que você dificulta ainda mais a contratação, você acaba gerando informalidade ou desemprego”, disse. “O fim da escala 6x1 vai ser o aumento da informalidade, diminuição da arrecadação para a Previdência e, no fim do dia, aumento do rombo fiscal”, completou o candidato.
Subsídios
Sobre a concessão de subsídios ao setor privado, Renan Santos voltou a dizer que pretende cortar subsídios, mas disse que não irá reduzir os benefícios para o agronegócio.
Segundo ele, o setor é o único que tem competitividade internacional que justifique o investimento estatal em forma de subsídio.
A Zona Franca de Manaus, por outro lado, seria encerrada por Renan de forma gradual. O seu programa prevê a criação de zonas econômicas especiais, criadas em regiões e setores estratégicos para a economia.
“Eu acredito em zonas econômicas especiais para a gente acelerar esse processo [de industrialização], especialmente em áreas em que o Brasil possa ter vantagens comparativas e logísticas.”
Ele citou uma zona na região Nordeste voltada ao processamento de produtos da agropecuária para exportação.
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