Zema diz que Brasil precisa retomar a soberania e defende facções como grupos terroristas
Candidato afirmou que Forças Armadas, PF, Receita e órgãos de inteligência devem atuar no combate ao crime organizado
2026|Vinicius Rangel, da RECORD
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Em visita à comunidade Vila Velha, em Fortaleza, nesta quinta-feira (10), Romeu Zema afirmou que o Brasil precisa “retomar a soberania” em áreas onde, segundo ele, o crime organizado passou a controlar serviços e o território. O candidato do Novo à Presidência defendeu que facções criminosas sejam equiparadas a grupos terroristas para permitir uma atuação conjunta de diferentes órgãos do Estado.
Durante a visita, Zema relatou ter encontrado moradores sem acesso regular a serviços como energia elétrica e água, além de problemas de pavimentação. Ele também citou a presença de pichações associadas ao Comando Vermelho como indicativo, segundo sua avaliação, da atuação do crime organizado na região: “A minha proposta é declarar as facções, organizações criminosas, como equiparadas a grupos terroristas para que toda a força do Estado seja utilizada para combatê-las”, afirmou.
Na proposta, Zema citou a participação das Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre outras instituições.
O candidato afirmou que a presença do Estado precisa ser ampliada nas áreas dominadas por organizações criminosas e disse que moradores acabam submetidos a cobranças para ter acesso a serviços básicos: “O que nós precisamos é retomar a soberania do Brasil, o Estado estar presente e não o crime organizado, onde as pessoas muitas vezes são vítimas de extorsão”, declarou.
COMPARAÇÃO COM MINAS GERAIS
Zema também comparou a situação encontrada no Ceará com a realidade de Minas Gerais durante os sete anos e meio em que governou o Estado. Segundo o candidato, em Minas os moradores conseguem circular por qualquer via pública sem encontrar barricadas ou territórios controlados por facções: “A nossa Polícia Militar chega em Minas a qualquer rua, a qualquer beco, e sabemos que isso no Brasil está ficando cada vez mais difícil”, disse.
O candidato afirmou ainda que o crime organizado pode interferir no acesso a serviços como água, energia elétrica e internet, cobrando valores dos moradores.
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