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Anvisa aprova nova estratégia contra câncer de mama metastático no Brasil

Nova indicação aprovada no Brasil amplia opções terapêuticas para câncer de mama HER2-positivo avançado

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Anvisa aprova terapia para câncer de mama metastático. (Foto: Prostock-studio via Canva) Fala Ciência

O tratamento do câncer de mama mais agressivo acaba de ganhar um novo avanço no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação terapêutica para um medicamento já utilizado no país, ampliando as possibilidades de cuidado para pacientes em estágios avançados da doença.

A novidade envolve o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), que agora poderá ser usado em combinação com o pertuzumabe como tratamento de primeira linha para casos de câncer de mama HER2-positivo.


Entendendo o tipo de câncer que recebeu nova opção terapêutica

O subtipo HER2-positivo representa cerca de 20% dos casos de câncer de mama e é conhecido por seu comportamento mais agressivo. Ele está associado a uma maior velocidade de progressão e pior prognóstico, especialmente quando atinge fases avançadas.


Essa nova indicação é voltada para pacientes em duas situações específicas:

Doença irressecável, quando não é possível remover o tumor completamente por cirurgia
Doença metastática, quando o câncer já se espalhou para outras partes do corpo


Apesar dos avanços da medicina nos últimos anos, esse tipo de câncer ainda é considerado uma condição crônica e incurável em estágios avançados, exigindo estratégias terapêuticas contínuas.

Como funciona a nova combinação de medicamentos


Combinação de medicamentos amplia tratamento HER2. (Foto: Sciencephoto via Canva) Fala Ciência

A nova abordagem terapêutica utiliza a união de dois medicamentos que atuam de forma direcionada no tumor:

Enhertu (trastuzumabe deruxtecana)
Pertuzumabe

Essa combinação foi desenvolvida para aumentar o controle da doença desde as fases iniciais do tratamento em pacientes com HER2-positivo avançado.

O objetivo principal é atuar diretamente sobre células cancerígenas que apresentam superexpressão da proteína HER2, responsável por estimular o crescimento tumoral mais acelerado.

Resultados que embasaram a aprovação

Segundo a Anvisa, a nova indicação foi sustentada por um estudo clínico que mostrou uma melhora relevante na sobrevida livre de progressão, um dos principais parâmetros utilizados na oncologia para avaliar resultados de tratamento.

Isso significa que os pacientes tratados com a nova combinação apresentaram um período maior sem avanço da doença em comparação com abordagens anteriores.

Entre os principais pontos observados no estudo estão:

melhora estatisticamente significativa no controle da doença
redução da progressão tumoral em estágios avançados
maior tempo de resposta ao tratamento inicial

Esses resultados foram fundamentais para a ampliação da indicação no país.

Impacto da nova terapia no câncer de mama no Brasil

A introdução dessa nova alternativa de tratamento representa um progresso relevante no cuidado do câncer de mama HER2-positivo, sobretudo em estágios metastáticos, nos quais as possibilidades terapêuticas ainda são mais restritas.

Além disso, a introdução de terapias mais direcionadas reforça a tendência da oncologia moderna, que busca tratamentos cada vez mais personalizados, com foco nas características moleculares do tumor.

Um passo a mais na oncologia de precisão

O cenário atual do tratamento oncológico caminha para estratégias mais específicas e menos generalizadas. Nesse contexto, a nova indicação aprovada pela Anvisa representa mais uma etapa no avanço da chamada oncologia de precisão, que utiliza combinações de medicamentos direcionados para melhorar o controle da doença.

Mesmo sem cura para o câncer de mama HER2-positivo avançado, os avanços no tratamento têm ampliado o controle da doença e contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A expectativa é que novas pesquisas continuem ampliando as possibilidades de tratamento, oferecendo respostas mais eficazes para um dos subtipos mais desafiadores do câncer de mama.

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