Cratera gigante em Marte aparece em detalhes surpreendentes durante missão Psyche
Imagem capturada pela missão Psyche destaca detalhes impressionantes da superfície marciana
Fala Ciência|Do R7

Enquanto viaja pelo Sistema Solar rumo ao misterioso asteroide 16 Psyche, a missão NASA aproveitou a passagem próxima por Marte para capturar uma imagem impressionante do planeta vermelho.
O registro mostra a gigantesca cratera Huygens, uma formação com cerca de 470 quilômetros de diâmetro localizada no hemisfério sul marciano. A fotografia chamou atenção pelas cores intensificadas, que revelam diferenças na composição da superfície de Marte com detalhes difíceis de observar a olho nu.
A imagem foi obtida pelo sistema de imageamento multiespectral da missão Psyche poucos instantes após a maior aproximação da nave com Marte, em maio de 2026. Entre os destaques da observação estão:
Cores revelam pistas escondidas na superfície de Marte
Embora Marte seja conhecido pela aparência avermelhada, a nova imagem mostra tonalidades variadas espalhadas pela região observada. Essas diferenças podem indicar mudanças na composição das rochas, da areia e da poeira acumuladas ao longo de bilhões de anos.
Os cientistas utilizaram filtros especiais de vermelho, verde e azul para criar uma visualização aprimorada, capaz de destacar detalhes invisíveis para a visão humana comum.

A cratera Huygens também chamou atenção pelo formato de “anel duplo”, uma estrutura geológica associada a impactos extremamente violentos ocorridos no passado distante do planeta.
Além disso, o terreno ao redor aparece coberto por inúmeras crateras menores, evidência de que essa região marciana preserva marcas antigas da intensa atividade de impactos que moldou o Sistema Solar primitivo.
A missão que quer investigar o “coração” de um planeta perdido
Apesar das imagens de Marte, o verdadeiro destino da missão Psyche é o asteroide metálico 16 Psyche, localizado entre Marte e Júpiter.
Esse objeto intriga os cientistas porque parece conter grandes quantidades de ferro e níquel. Alguns pesquisadores acreditam que ele possa representar o núcleo exposto de um antigo planeta que nunca conseguiu se formar completamente.
Se essa hipótese estiver correta, a missão poderá fornecer uma oportunidade inédita de estudar algo semelhante ao interior de um planeta sem a necessidade de perfurar mundos inteiros.
Missão também funciona como laboratório de novas tecnologias espaciais
Enviada ao espaço em 2023 a bordo de um foguete da SpaceX, a sonda Psyche emprega um moderno sistema de propulsão elétrica movido a energia solar, capaz de impulsionar a nave por enormes distâncias no espaço com alta eficiência. Outro destaque da missão é o teste de transmissão de informações via laser, uma tecnologia considerada promissora para tornar as comunicações espaciais muito mais rápidas nas próximas décadas.
A expectativa é que a nave alcance o asteroide 16 Psyche em 2029. Até lá, os dados coletados poderão oferecer pistas importantes sobre a origem dos planetas rochosos e sobre os processos que moldaram o Sistema Solar em seus primeiros bilhões de anos.












