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Eliminar células “zumbis” do corpo pode não ser uma boa ideia, aponta pesquisa

Estudo revela que algumas células antigas ajudam na proteção e recuperação do organismo

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Pesquisa revela que células envelhecidas também ajudam o corpo humano. (Foto: Fala Ciência via ChatGPT) Fala Ciência

Por muito tempo, as chamadas células “zumbis” foram vistas como grandes inimigas da saúde. Elas aparecem quando certas células do corpo envelhecem, param de funcionar direito e deixam de se multiplicar. Como costumam se acumular com o passar dos anos, os cientistas acreditavam que elas apenas aceleravam o envelhecimento e aumentavam o risco de doenças.

Mas uma nova pesquisa mostrou que a situação não é tão simples assim.


Algumas dessas células envelhecidas podem, na verdade, ajudar o organismo em momentos importantes, como na cicatrização de feridas e na recuperação dos tecidos. A descoberta está mudando a forma como a ciência pensa os futuros tratamentos contra o envelhecimento.

O estudo foi publicado em maio de 2026 na revista científica Aging-US e liderado pelos pesquisadores Jian Deng e Dong Yang, da Universidade de Sichuan, na China.


O que são as chamadas células “zumbis”?

Essas células, conhecidas cientificamente como células senescentes, são células que sofreram desgaste e perderam a capacidade de se dividir normalmente.


Isso pode acontecer por vários motivos, como:

  • Poluição
  • Excesso de radiação solar
  • Inflamação no corpo
  • Estresse celular
  • Danos naturais do envelhecimento


Com o tempo, essas células envelhecidas vão ficando acumuladas em órgãos como pele, pulmões, coração, cérebro e rins.

O problema é que muitas delas passam a liberar substâncias inflamatórias, o que pode prejudicar células saudáveis ao redor e favorecer doenças relacionadas à idade.

A descoberta que surpreendeu os pesquisadores

Os cientistas perceberam que nem todas as células senescentes agem da mesma maneira.

Enquanto algumas realmente fazem mal, outras parecem ajudar o corpo em funções importantes. Em certos casos, elas participam da:

  • Recuperação dos tecidos
  • Cicatrização
  • Proteção do organismo
  • Organização das células

Isso significa que eliminar todas as células envelhecidas pode não ser a melhor solução.

Essa nova visão está fazendo os pesquisadores mudarem completamente a estratégia dos tratamentos antienvelhecimento.

Os tratamentos contra o envelhecimento estão mudando

Nos últimos anos, vários estudos tentaram criar medicamentos capazes de destruir as células senescentes. Alguns compostos conhecidos são:

  • Quercetina
  • Fisetina
  • Dasatinibe

Esses tratamentos receberam o nome de senolíticos.

Agora, porém, os cientistas querem algo mais preciso. A ideia é remover apenas as células prejudiciais e manter as que ainda ajudam o organismo.

Além disso, existem pesquisas tentando diminuir apenas a inflamação causada pelas células envelhecidas, sem destruir totalmente essas células.

O maior desafio da ciência atualmente

Mesmo com os avanços da ciência, os pesquisadores ainda enfrentam uma dificuldade importante: identificar com precisão quais células senescentes ajudam o organismo e quais contribuem para danos e doenças.

Isso é importante porque eliminar células úteis pode acabar trazendo consequências inesperadas para o corpo, afetando:

  • A cicatrização
  • A proteção dos órgãos
  • Os vasos sanguíneos
  • O equilíbrio do organismo

Por isso, os pesquisadores acreditam que os futuros tratamentos precisarão ser muito mais personalizados.

O futuro da medicina antienvelhecimento pode ser mais inteligente

A revisão publicada na Aging mostra que o envelhecimento talvez não dependa apenas de destruir células antigas, mas de entender exatamente como elas funcionam.

Com novas tecnologias, os cientistas esperam identificar quais células devem ser eliminadas e quais ainda podem ajudar o corpo humano.

No futuro, isso poderá abrir caminho para tratamentos mais seguros e eficazes, capazes de ajudar as pessoas a envelhecer de forma mais saudável.

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