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Novo chip da NASA pode fazer espaçonaves “pensarem” sozinhas no espaço

Novo processador espacial da NASA pode acelerar missões autônomas à Lua e Marte

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Novo chip espacial da NASA combina alta potência computacional e resistência extrema ao espaço profundo. (Imagem: NASA/JPL-Caltech) Fala Ciência

A NASA está desenvolvendo uma tecnologia que pode mudar completamente o futuro da exploração espacial. Um novo chip espacial de alta performance está sendo testado para permitir que futuras espaçonaves operem com muito mais autonomia, utilizando recursos avançados de inteligência artificial mesmo a milhões de quilômetros da Terra.

O projeto faz parte do programa de Computação Espacial de Alto Desempenho da agência espacial norte-americana e busca superar uma das maiores limitações das missões atuais: o baixo poder computacional dos computadores espaciais tradicionais. Embora extremamente resistentes, os chips usados hoje em espaçonaves possuem desempenho muito inferior aos processadores modernos utilizados na Terra. Entre as principais capacidades da nova tecnologia estão:


  • Processamento centenas de vezes mais rápido;
  • Maior autonomia para missões espaciais;
  • Suporte a inteligência artificial embarcada;
  • Análise científica em tempo real;
  • Resistência extrema à radiação espacial.

Pequeno no tamanho, gigantesco no desempenho


O novo dispositivo utiliza a arquitetura conhecida como SoC (System on a Chip), tecnologia que reúne diversos componentes computacionais em uma única unidade compacta. O processador inclui memória, sistemas de rede, unidades de processamento e interfaces de comunicação em um chip pequeno o suficiente para caber na palma da mão.

Apesar do tamanho reduzido, o desempenho impressiona. Segundo os primeiros testes realizados pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, o chip apresentou capacidade computacional até 500 vezes superior aos processadores resistentes à radiação atualmente usados em missões espaciais.


Além disso, o sistema foi projetado para sobreviver em ambientes extremos do espaço profundo, onde equipamentos eletrônicos enfrentam intensa radiação, temperaturas severas e partículas energéticas vindas do Sol.

Inteligência artificial pode mudar missões espaciais


Processador espacial revolucionário promete acelerar missões futuras à Lua e Marte. (Imagem: Getty Images via Canva) Fala Ciência

A principal vantagem do novo processador é permitir que espaçonaves tomem decisões de forma mais independente. Em missões distantes, como futuras explorações de Marte ou regiões mais profundas do Sistema Solar, os atrasos na comunicação com a Terra podem dificultar respostas rápidas dos controladores humanos.

Com o apoio da inteligência artificial, veículos espaciais poderão identificar problemas, analisar dados científicos e reagir a situações inesperadas praticamente em tempo real. Isso pode acelerar descobertas científicas e aumentar a segurança de futuras missões tripuladas.

Os testes também simulam operações complexas, como pousos em superfícies planetárias. Nessas situações, enormes volumes de dados precisam ser processados rapidamente para evitar falhas durante a descida.

Tecnologia espacial também pode beneficiar a Terra

O projeto é desenvolvido em parceria com a empresa Microchip Technology Inc., especializada em semicondutores. Além das aplicações espaciais, a tecnologia poderá futuramente ser adaptada para setores terrestres, incluindo aviação, automóveis e sistemas inteligentes.

A NASA planeja utilizar o novo processador em diferentes tipos de missão, desde sondas espaciais e orbitadores até habitats tripulados na Lua e em Marte. Com isso, o avanço representa um passo importante rumo a uma nova geração de espaçonaves mais inteligentes, rápidas e capazes de explorar o espaço profundo com muito menos dependência da Terra.

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