ONU revela previsão preocupante sobre calor extremo, Amazônia seca e Ártico superaquecido
Novas projeções climáticas indicam recordes de calor, riscos extremos e impactos globais crescentes
Fala Ciência|Do R7

O calor intenso registrado recentemente em diferentes partes do mundo pode ser apenas o começo. Novas projeções climáticas divulgadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que os próximos cinco anos poderão entrar para a história como o período mais quente já registrado pela humanidade.
Os dados apontam uma probabilidade muito alta de que o planeta ultrapasse repetidamente o limite de 1,5°C de aquecimento global em relação ao período pré-industrial, marca considerada crítica pelo Acordo de Paris. Embora esse valor não represente um “ponto sem retorno” imediato, os impactos associados ao aumento da temperatura tornam-se cada vez mais severos a cada décimo de grau adicional. Entre os principais riscos previstos pelos cientistas estão:
O limite climático que o planeta se aproxima rapidamente
Segundo os modelos climáticos analisados pela OMM, existe grande chance de que pelo menos um dos próximos anos ultrapasse os recordes de temperatura observados em 2024. Além disso, a média global entre 2026 e 2030 pode ficar consistentemente acima da meta climática internacional estabelecida há pouco mais de uma década.
Esse aumento não acontece por acaso. A principal causa continua sendo a emissão de gases de efeito estufa provenientes da queima de carvão, petróleo e gás natural. Como consequência, o sistema climático terrestre acumula mais calor, intensificando eventos extremos em diversas regiões do planeta.
Outro fator que preocupa os pesquisadores é a possível formação de um forte El Niño, fenômeno natural que aquece as águas do Pacífico e costuma elevar ainda mais as temperaturas globais.
O Ártico aquece em ritmo alarmante
As projeções mostram que o Ártico está aquecendo muito mais rápido que o restante do planeta. A redução do gelo marinho faz com que menos radiação solar seja refletida de volta ao espaço, acelerando ainda mais o aumento da temperatura.
Esse ciclo cria um efeito preocupante: quanto menos gelo existe, mais calor o oceano absorve. Como resultado, o derretimento continua avançando em velocidade crescente.
Além disso, a perda de gelo afeta diretamente o equilíbrio climático global, influenciando correntes atmosféricas e padrões meteorológicos em diferentes continentes.
Amazônia mais seca e risco crescente de incêndios
Outro ponto crítico destacado pelas projeções envolve a Amazônia. A tendência para os próximos anos indica condições mais quentes e secas na região, aumentando significativamente o risco de queimadas e incêndios florestais.
Esse cenário preocupa porque a floresta amazônica desempenha papel essencial na absorção de dióxido de carbono da atmosfera. Caso a degradação avance, a floresta pode perder parte dessa capacidade natural de regulação climática.
Além dos impactos ambientais, milhões de pessoas podem sofrer consequências relacionadas à escassez de água, produção agrícola e aumento do custo dos alimentos.
Os novos dados reforçam que as mudanças climáticas deixaram de ser uma ameaça distante. Os efeitos já estão sendo sentidos em diferentes partes do planeta e os próximos anos poderão definir o futuro climático da Terra.














