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Acusação de Putin contra a Ucrânia é ‘uma grande ironia’, avalia pesquisador

Presidente russo afirmou que ataques ucranianos são tentativas de desestabilizar a Rússia

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Putin acusa a Ucrânia de atacar a infraestrutura civil da Rússia, enquanto a Ucrânia justifica os ataques como forma de minar o financiamento da guerra.
  • O conflito no Leste Europeu intensificou a corrida armamentista na Europa, com aumento nos ataques a refinarias de petróleo.
  • O último tratado de controle de armas nucleares entre Rússia e EUA expirou, aumentando as tensões globais e a pressão por um novo acordo que inclua China e aliados dos EUA.
  • Especialistas destacam a ironia das acusações de Putin, dado o histórico de ataques russos à infraestrutura civil ucraniana, e apontam para a dificuldade de alcançar um acordo de paz.

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O presidente Vladimir Putin disse que a Ucrânia está atacando a infraestrutura civil da Rússia como uma tentativa de desestabilizar o país. Segundo os dados do conflito no Leste Europeu, os ataques ucranianos às refinarias de petróleo dobraram desde o início de 2026, causando longas filas e aumento nos preços da gasolina em algumas regiões. De acordo com Kiev, os ataques têm como objetivo minar a fonte crucial de financiamento da guerra.

“Não é irônico o Putin acusar a Ucrânia de atacar a infraestrutura civil, quando, na verdade, há quase 5 anos a Rússia ataca as cidades e infraestrutura civil da Ucrânia? Inclusive no inverno, deixando as pessoas passando frio por falta de energia elétrica. Isso é uma grande ironia”, argumenta o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News.


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Paralelamente a isso, a Rússia afirmou que o único obstáculo que impede o mundo de mergulhar em uma guerra global são as armas nucleares.

Com o último tratado sobre o controle de armas nucleares entre Rússia e Estados Unidos expirado desde fevereiro, o porta-voz do Kremlin ressaltou que o sistema de segurança tem se deteriorado e que, com o desenvolvimento da tecnologia, é evidente que surgirão novos tipos de armas nucleares.


Diante desse cenário, o presidente Donald Trump passou a pressionar por um novo tratado, mas em um formato em que a China seja incluída. Nesse caso, Moscou reivindica a inclusão dos aliados nucleares de Washington, como França e o Reino Unido.

Qual é a chance de um novo acordo sair? “Zero, nesse momento”, enfatiza Brustolin. “A China continuou aumentando seu arsenal nuclear; tinha 350 ogivas até 2020, hoje tem 620. Quer chegar a 1.500 até 2035. O Putin está reclamando porque a França acabou de fazer reunião com países europeus dizendo que vai aumentar o seu arsenal nuclear [...]. O Putin não gosta do que aconteceu, mas quem tem o maior arsenal do mundo é a Rússia”.

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