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Agressão a Juan Guaidó não é esculacho nem manifestação legítima, é apenas violência

Pôr integridade física de adversários em risco não faz parte do jogo democrático e deve ser condenado por todos os democratas

Internacional|Marco Antonio Araujo, do R7

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Juan Guaidó foi encurralado em restaurante no estado de Cojedes, na Venezuela
Juan Guaidó foi encurralado em restaurante no estado de Cojedes, na Venezuela

O esculacho é um patrimônio da política feita por pessoas comuns. Humilhar figuras públicas faz parte do jogo democrático. Quem não concorda com esse direito é feio, bobo e chato. Agora, vamos com calma: encostou um dedo que seja no alvo da humilhação é crime. Aí não vale.

Foi o que militantes bolivarianos ensandecidos fizeram com o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó. Não se trata de saber quem tem razão ou argumentos, se o infeliz é de esquerda ou de direita. É intolerável, injustificável e condenável ultrapassar os limites entre o esculacho e a agressão física.


O Brasil é pródigo e extremamente democrático quando se trata de achincalhar deputados, senadores e até personalidades. De José Dirceu a Eduardo Cuinha, de Guido Mantega a Paulo Guedes, a cidadania da trolagem não tem limites – desde que, vale ressaltar novamente, não se coloque a integridade de ninguém em risco.

É sempre bom lembrar dessa regra de ouro, para que fique clara a barbárie de quem comemora o que ocorreu no estado de Cojedes. É indefensável. O jogo muda, e os mesmos que hoje celebram a selvageria poderão se tornar as caças de amanhã. Se não for por civilidade, que seja por prudência.

Devemos todos lamentar e criticar o ocorrido. E sermos intolerantes com os intolerantes. A violência não pode fazer parte da política. Acredite: a vítima pode ser você.

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