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Por que soldados dos EUA ainda querem mapas de papel em plena era digital

Militares americanos já testaram quase 100 tecnologias desenvolvidas para modernizar as operações

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Exército dos EUA está modernizando operações com tecnologias digitais, mas ainda valoriza os mapas de papel devido a possíveis falhas de conexão.
  • Durante o exercício Project Convergence Capstone, mapas físicos foram usados como segurança adicional em caso de falhas eletrônicas.
  • O capitão Mohamed Elmaola destacou a importância dos mapas de papel para entender a situação completa em ambientes degradados.
  • O uso de mapas impressos varia conforme o perfil dos militares, mas é considerado essencial para complementar sistemas digitais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tecnologias atuais colocam exército norte-americano em perigo
Experiência recente com novas tecnologias mostrou que os soldados ainda não pretendem abandonar os mapas de papel Reprodução/RECORD NEWS

O Exército dos Estados Unidos está ampliando o uso de sistemas digitais no campo de batalha, mas a experiência recente com novas tecnologias mostrou que os soldados ainda não pretendem abandonar uma ferramenta tradicional: os mapas de papel.

Durante o exercício Project Convergence Capstone, realizado em Fort Irwin, na Califórnia, militares testaram quase 100 tecnologias desenvolvidas para modernizar as operações, incluindo drones aéreos e terrestres, recursos de guerra eletrônica e uma nova plataforma de comando e controle. Apesar dos avanços, a possibilidade de perder a conexão com as redes fez com que os mapas físicos continuassem sendo considerados essenciais.


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O site Business Insider acompanhou parte dos testes e mostrou o funcionamento do Next Generation Command and Control (NGC2), sistema que reúne diferentes equipamentos e softwares experimentais. Entre eles está um aplicativo de mapas digitais capaz de indicar, quase em tempo real, a posição de tropas e armamentos aliados.

Durante uma simulação de ataque em uma área urbana, o capitão Mohamed Elmaola, da 4ª Divisão de Infantaria, utilizou um aparelho Samsung equipado com o software do NGC2. O dispositivo, chamado End User Device (EUD), ficava preso à parte frontal do equipamento do militar.


Mesmo com essa capacidade, o capitão Mohamed Elmaola, da 4ª Divisão de Infantaria, não abriu mão do mapa de papel. Segundo a reportagem do Business Insider, ele manteve a versão impressa em mãos e a atualizou enquanto acompanhava as informações fornecidas pelos sistemas digitais.

Ao Business Insider, Elmaola explicou por que não pretende abandonar a versão física: “Minha cópia analógica é aquilo de que dependo para lutar e sobreviver, porque ela me dá a totalidade da história do que o inimigo está fazendo, especialmente em um ambiente degradado.”


A razão está na possibilidade de falhas na infraestrutura digital. O treinamento incluiu situações de interferência no espectro eletromagnético, provocadas por técnicas de guerra eletrônica e bloqueios de comunicação. Em um cenário assim, celulares, computadores e outros equipamentos conectados podem deixar de receber informações.

Por isso, o mapa de papel funciona como uma espécie de segunda linha de segurança. Enquanto utilizava os recursos digitais, Elmaola também consultava e atualizava sua versão física para manter uma referência caso os sistemas eletrônicos deixassem de funcionar.


“Isso nunca deveria desaparecer”, afirmou o capitão, referindo-se ao mapa que carregava.

Outros militares envolvidos nos testes relataram comportamento semelhante. Como os mapas impressos fazem parte do treinamento tradicional do Exército, alguns soldados disseram preferir manter as duas versões disponíveis. O sistema digital serve para ampliar a percepção sobre o que acontece no campo de batalha, enquanto o mapa físico pode ser usado como referência e atualizado a partir das informações recebidas eletronicamente.

A escolha também varia de acordo com o perfil de cada militar. O major-general Patrick Ellis, comandante da 4ª Divisão de Infantaria, afirmou que a maneira como cada pessoa utiliza a tecnologia é diferente e que a preferência individual pode influenciar a decisão de recorrer mais aos recursos digitais ou aos métodos tradicionais.

Tecnologia sob teste

A dependência de sistemas conectados foi um dos principais pontos observados durante o Project Convergence Capstone. O exercício não serviu apenas para apresentar novas ferramentas, mas também para verificar como elas se comportariam diante de problemas de comunicação e interferências eletrônicas.

O NGC2 é uma das principais apostas nesse processo. A plataforma pretende integrar diferentes recursos para facilitar o compartilhamento de informações e acelerar decisões durante operações militares. Alguns dos sistemas testados conseguiram continuar funcionando de forma limitada mesmo sob interferência, enquanto outros enfrentaram problemas de conectividade mais graves.

Para os responsáveis pelo exercício, descobrir essas limitações faz parte do objetivo. As informações coletadas durante os testes serão analisadas para determinar se cada tecnologia cumpriu a função para a qual foi desenvolvida e quais ajustes ainda serão necessários antes de uma eventual adoção mais ampla.

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