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Alba e Petrocaribe iniciam zona econômica e buscam integração com Mercosul

Internacional|Do R7

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Caracas, 17 dez (EFE).- Os chefes de Estado e de governo da Aliança Bolivariana (Alba) e da Petrocaribe aprovaram nesta terça-feira, em Caracas, o início de uma zona econômica comum, com aspirações de crescer e de ser ampliada para outros mecanismos como o Mercosul e a Comunidade do Caribe (Caricom). Durante a leitura da declaração final da cúpula, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, defendeu a iniciativa como "uma das coisas mais importantes que talvez esteja acontecendo neste momento em nossa América". O líder comparou essa zona comum com os tratados de livre-comércio promovidos pelo "imperialismo" e disse que buscará o "desenvolvimento partilhado, realmente equitativo, justo, complementar". Maduro se comprometeu em posicionar a iniciativa como um dos pontos fortes da cúpula de presidentes do Mercosul que será realizada em janeiro em Caracas, sob a Presidência temporária da Venezuela. A criação da zona comum foi um dos temas centrais da 2ª Cúpula Extraordinária Alba-TCP-Petrocaribe realizada nesta terça-feira na capital venezuelana e marcada por homenagens ao Libertador Simón Bolivar no aniversário de 183 anos de sua morte. A aposta procura desenvolver o chamado Tratado de Comércio dos Povos (TCP) como uma plataforma de integração que leve em conta as diferenças entre os países e com ênfase na cooperação e na complementaridade, o que -segundo os líderes- contrasta com a abertura exigida nos acordos de livre-comércio promovidos por potências como os Estados Unidos. A zona econômica reunirá grandes produtores regionais de petróleo, como a Venezuela e o Equador, junto com países centro-americanos e ilhas caribenhas muito vulneráveis às oscilações nos preços internacionais desse recurso energético. O comunicado de encerramento afirmou que a nova zona pretende "consolidar e ampliar um novo modelo de relacionamento econômico para fortalecer e diversificar o aparelho produtivo e a troca comercial". Para isso, os líderes decidiram designar uma autoridade reitora que estará a cargo do Equador, país que afirmou aceitar "com gosto" a tarefa, e que contará, além disso, com Jamaica, Dominica, Nicarágua e Venezuela. Os governantes pediram que essa autoridade faça contato "o mais breve e de maneira conjunta com o Mercosul", com o objetivo de informar oficialmente sobre o interesse de iniciar conversas para constituir a zona econômica. Durante a cúpula, os chefes de Estado e de governo adotaram, além disso, um plano de ação conjunta com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para avançar na erradicação da fome e da pobreza em nível regional. A Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) é integrada por Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, Antígua e Barbuda e Venezuela, aos quais se juntou Santa Lúcia. A Petrocaribe, por sua parte, é um mecanismo de integração petrolífera formado por Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Cuba, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua, República Dominicana, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Suriname e Venezuela. EFE ig/rpr (fotos) (vídeo)

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