Alemanha critica decisão da Turquia de atacar o PKK
Internacional|Do R7
Berlim, 27 jul (EFE).- O governo da Alemanha mostrou nesta segunda-feira novamente seu desacordo com os ataques da Turquia contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) por considera que põem em perigo o processo de paz iniciado entre as partes. O ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, indicou em comunicado compreender e apoiar a decisão da Turquia dese unir à luta contra o Estado Islâmico (EI) com ataques aéreos após o atentado que matou 21 na Turquia, mas se distanciou dos ataques contra o PKK. Steinmeier, em uma linha semelhante a apontada ontem pela chanceler Angela Merkel, afirmou compreender a Turquia atacar "aqueles que são responsáveis pelos terríveis atentados dos últimos dias", mas considerou que as hostilidades contra os curdos "tornarão ainda mais difícil uma situação já complicada". O chefe da diplomacia alemã se mostrou interessado "que o processo de paz siga adiante", o que transmitiu hoje ao seu colega turco, Mevlüt Çavusoglu, em uma conversa telefônica. Esta postura, acrescentou em entrevista coletiva a vice-porta-voz do Ministério alemão de Relações Exteriores, Sawsan Chebli, não muda a avaliação de Berlim sobre o PKK, que considera há anos uma organização terrorista proibida em seu território. A questão, argumentou, é que o governo alemão considera que o "processo de reconciliação é importante" e que é preciso tentar preservá-lo. "Está claro que seria bom para o conjunto da região se o processo continuasse adiante e for concluído com sucesso", afirmou Chebli. Chebli evitou se posicionar sobre a posição do governo alemão em relação ao atentado islamita de semana passada na fronteira da Turquia com a Síria, se poderia ser considerado um ataque contra o conjunto da Otan, o que obrigaria a aliança a responder conjuntamente, como mandam seus estatutos. "Não é automático", explicou sobre a classificação de um ataque contra um país membro da Otan, e argumentou que se trata de uma decisão política. "Amanhã há uma reunião da aliança e aí a Turquia terá oportunidade de se posicionar", acrescentou. EFE jpm/cd











