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Alemanha discute controle de armas após ataque a bares de narguilé

Suspeito do atentado terrorista era ligado à extrema-direita e publicou manifesto racista, levantando questões sobre rigor com discurso de ódio

Internacional|Do R7

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Carro danificado por tiros em frente a um dos bares alvo do ataque em Hanau
Carro danificado por tiros em frente a um dos bares alvo do ataque em Hanau

O governo da Alemanha ouviu clamores para endurecer as leis de posse de armas e acelerou os esforços para rastrear simpatizantes da extrema-direita depois que se revelou que o suspeito do ataque a dois bares de narguilé em Hanau, que resultou na morte de 9 pessoas, publicou um manifesto racista. O atentado é um dos maiores ataques a tiros desde a Segunda Guerra Mundial .

O homem de 43 anos, que seria o responsável pelo atentado, publicou um documento na internet contendo teorias conspiratórias e opiniões profundamente racistas.


O suspeito, que acredita-se ter matado a própria mãe e depois cometido suicídio, pertencia a um clube de tiro, o que faz com que se questione como um homem com tais convicções ideológicas conseguiu se filiar e obter as armas usadas no ataque.

Venda de armas para extremistas está proibida

"Precisamos de leis novas e mais rígidas para verificar constante e minuciosamente os proprietários de licenças de caça e porte de armas de fogo", escreveu o Bild, o jornal mais vendido da Alemanha, em sua primeira página. "Precisamos imediatamente de mais cargos (de inteligência) para monitorar radicais de direita e intervir antes que seja tarde demais."


A procuradoria-geral alemã disse, nesta sexta-feira (21), que o suspeito tinha licença para duas armas, e ainda não está claro se ele tinha contato com outros simpatizantes da extrema-direita em casa ou no exterior.

VEJA TAMBÉM: 'Racismo é veneno', afirma Merkel após ataque de extrema-direita


Em outubro, o governo da chanceler, Angela Merkel, proibiu a venda de armas a membros de grupos extremistas monitorados pelas agências de segurança e obrigou plataformas de internet a informarem à polícia sobre conteúdos de ódio.

Estas medidas vieram na esteira do assassinato de um político alemão pró-imigração em junho e um ataque cometido quatro meses depois por um atirador antissemita em uma sinagoga e uma loja de kebab em Halle e transmitido ao vivo em redes sociais.


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