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"Alemanha não deveria dar lições de solidariedade", diz Polônia

Internacional|Do R7

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Varsóvia, 8 set (EFE).- O vice-primeiro-ministro da Polônia, Tomasz Siemoniak, respondeu nesta terça-feira às vozes que desde a Alemanha acusam o leste da Europa de não ser solidário com a chegada de refugiados, e pediu a Berlim que não dê lições de solidariedade. "A Alemanha não nos deveria dar lições de solidariedade", disse Siemoniak em entrevista à emissora "TVN24", ao defender que a posição polonesa sobre os refugiados "está impregnada de solidariedade e procura soluções criativas, já que as decisões rápidas 'ad hoc' não resolvem o problema". "Não se trata de receber dezenas de milhares de refugiados que desejam vir à Europa, porque a Europa não tem capacidade para isso", acrescentou Siemoniak, que acha que a política europeia deve tentar resolver os problemas em Síria, Iraque, Somália, Líbia e Afeganistão, e não pensar unicamente em como conter o fluxo de refugiados e imigrantes ou em cotas para sua distribuição. A Polônia discorda do sistema de cotas obrigatórias de refugiados, e Tomasz Siemoniak afirmou hoje que impor o número de pessoas que cada país deve acolher "é um caminho que não leva a lugar algum, porque no momento em que o primeiro grupo for aceito, chegará o segundo, o terceiro e o resto". Sobre a possibilidade de a Polônia receber entre 10 mil e 12 mil refugiados, como propõe a União Europeia, Siemoniak disse que "o governo polonês não vai fazer nada que possa afetar de modo algum a segurança do país e sua estabilidade". Até o momento Varsóvia se comprometeu a receber dois mil refugiados. Depois de o papa Francisco ter feito um pedido "às paróquias, às comunidades religiosas, aos mosteiros e aos santuários de toda Europa para que acolham uma família de refugiados", vários sacerdotes e famílias católicas polonesas mostraram disposição em recebê-los. Já o principal partido da oposição e primeiro nas pesquisas para as próximas eleições gerais, em 25 de outubro, o conservador-nacionalista Lei e Justiça, pede que seja dada prioridade aos refugiados cristãos frente aos muçulmanos. A maioria da população é reticente à chegada dos imigrantes, embora segundo uma pesquisa recente 37% dos poloneses apoiariam programas de asilo a refugiados se estivessem totalmente financiados pela União Europeia ou pelas Nações Unidas.EFE nt/cd

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