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Aliados árabes e do Ocidente tentam coordenar ajuda a rebeldes na Síria

Internacional|Do R7

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Por Lesley Wroughton e Amena Bakr

DOHA, 22 Jun (Reuters) - Ocidentais e árabes que se opõem a Bashar al-Assad se reuniram em Catar neste sábado para reforçar a coordenação de seu apoio aos rebeldes que lutam para derrubar o presidente sírio.

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Ministros de 11 países, incluindo Estados Unidos, potências na Europa e sunitas muçulmanas, mantiveram conversações, as quais Washington disse que levarão participantes a direcionarem toda a ajuda através do Conselho Militar Supremo, que espera-se poderá compensar o crescente poder das forças rebeldes jihadistas.

Após uma série de ofensivas militares pelas tropas de Assad, incluindo a retomada de uma cidade estratégica na fronteira, há duas semanas, o presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos iriam aumentar o apoio militar para os rebeldes.

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Duas fontes do Golfo disseram à Reuters no sábado que a Arábia Saudita, que assumiu um papel de liderança entre os adversários árabes de Assad, também acelerou a entrega de armas para os rebeldes.

"Na semana passada houve mais chegadas dessas armas avançadas. Eles estão recebendo as armas com mais frequência", disse uma fonte, sem dar detalhes.

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Rebeldes dizem que precisam de armas anti-aéreas e anti-tanque para conter forças de Assad em uma guerra civil que já matou 93 mil pessoas e levou 1,6 milhão de refugiados a países vizinhos.

A dinâmica cada vez mais sectária da guerra coloca principalmente muçulmanos sunitas contra as forças leais a Assad, da minoria alauíta, uma ramificação do islamismo xiita, e dividiu o Oriente Médio entre sunitas e xiitas.

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O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Hamad bin Jassim al-Thani, cujo país foi um dos apoiadores mais abertos dos rebeldes anti-Assad, disse que, fornecendo-lhes armas seria a única maneira de resolver o conflito.

"A força é necessária para alcançar a justiça. E o fornecimento de armas é a única maneira de alcançar a paz no caso da Síria", disse ele aos ministros no início das negociações.

Ele também pediu que o governo do Líbano impeça a intervenção de facções libanesas no conflito vizinho.

O libanês Hezbollah liderou o ataque por forças de Assad para recapturar a cidade de Qusair no início deste mês.

Falando antes de o secretário de Estado dos EUA, John Kerry chegar em Doha, um oficial dos EUA disse que o país quer assegurar que "todo o tipo de assistência" oferecida pelos 11 países presentes à reunião vão passar pelo Conselho Militar Supremo, liderado pelo general Salim Idriss, um ex-comandante do exército de Assad.

Um diplomata que tinha visto o esboço do comunicado da reunião disse que ele falou também em colocar pressão sobre Assad para permitir maior acesso de ajuda humanitária após as Nações Unidas lançarem um apelo por 5 bilhões de dólares no início deste mês.

Mas ele disse que não havia nenhuma menção de estabelecer uma zona de exclusão -- um movimento que diplomatas disseram que os Estados Unidos estava estudando, mas que a Casa Branca descartou -- ou menção específica de abastecimento de armas para os rebeldes.

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