Ameaça talibã faz Obama cogitar atraso da retirada do Afeganistão
Internacional|Do R7
Washington, 11 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está considerando uma nova revisão do plano de retirada do Afeganistão para desacelerar o ritmo de saída de tropas devido à constante ameaça dos talibãs, revelou nesta quarta-feira o jornal "The Washington Post", que cita fontes governamentais. A Casa Branca poderia anunciar as mudanças antes que, no próximo mês de março, o presidente afegão, Ashraf Ghani, que pediu que os EUA "reexaminem" sua saída militar, visite Obama em Washington. No final do ano passado, o governo americano já havia decidido modificar o plano inicial anunciado em maio do ano passado por Obama e que, inicialmente, propunha a manutenção de 9.800 soldados uma vez finalizada a missão da Otan em 31 de dezembro de 2014. No entanto, Washington retificou e situou esse número em 10.800 soldados (10.600 americanos) para missões de treinamento e assistência às forças de segurança afegãs e de luta contra a Al Qaeda. Agora, segundo o "Post", o comandante das forças da Aliança Atlântica, o general americano John Campbell, poderia receber autorização para modificar o ritmo da retirada prevista para este ano. Em dezembro de 2015, deveriam ficar no Afeganistão apenas 5.500 soldados da coalizão, para finalmente reduzir esse número a zero (só se manteria a presença militar necessária para segurança diplomática) no final de 2016. "Estamos analisando variações dos elementos do plano (de retirada) ou sutis modificações", explicou uma fonte do governo norte-americanos ao "Post". Estados Unidos e Afeganistão observam com preocupação o fim do inverno no país centro-asiático e o início de uma nova campanha de ataques talibãs, que se mantêm fortes na zona fronteiriça com o Paquistão. Os avanços no treinamento das forças afegãs ao comando de Cabul não poderiam ser suficientes se os Estados Unidos rebaixarem fortemente sua contribuição militar ao longo deste ano e prive seus aliados de apoio aéreo, logístico e de inteligência. A missão da Aliança Atlântica até o final de 2014 - substituída agora por uma missão mais limitada conhecida como "Resolute Support" - foi a guerra mais longa da história dos Estados Unidos e chegou a ter 100.000 soldados desdobrados no terreno. EFE jmr/rsd







