Análise: ações de Rússia, Ucrânia e Europa não indicam disposição para terminar a guerra
Segundo Ricardo Cabral, a paz está só no discurso dos envolvidos no conflito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A Rússia bombardeou a capital ucraniana e outras cidades com mísseis e drones na madrugada desta quinta-feira (27). As autoridades ainda não informaram a quantidade de projéteis lançados, mas foi confirmada a morte de uma pessoa e outras duas feridas em Kharkiv.
O ataque, direcionado, segundo os russos, a instalações siderúrgicas e portos que abastecem o reforço de guerra, durou horas e se estendeu até a manhã.
Em paralelo às ofensivas, o chefe de gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as negociações entre Kiev e Moscou poderiam ser retomadas em setembro, podendo incluir conversas com representantes dos Estados Unidos.
Para o especialista em estratégia e segurança internacional Ricardo Cabral, nada indica evolução das conversas de paz a curto prazo. Segundo ele, os discursos apontam para um lado, mas as ações apontam para outro.
“A pressão em cima do Putin não é para negociar; é para continuar a guerra e intensificá-la. Na Ucrânia faltam mísseis, faltam drones, e a postura dos europeus — que teve lá no dia da independência — foi de mandar mais dinheiro para continuar a guerra. [...] São coisas contraditórias, porque existe um discurso de buscar a paz, e, no entanto, Zelensky que rompeu a trégua que existia”, explicou em entrevista ao Conexão Record News.
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