Análise: Artemis 2 testa sistemas que sustentam possível pouso na Lua nos próximos anos
Tripulação da missão poderá observar aproximadamente 20% do lado oculto da superfície lunar
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A tripulação da Artemis 2 poderá observar aproximadamente 20% do lado oculto da Lua, incluindo regiões que nunca foram vistas a olho nu. Durante a missão, os quatro astronautas irão analisar e coletar dados de 35 pontos de interesse, que servirão de base para estudos sobre a superfície lunar. A expectativa é que o trabalho resulte na produção de milhares de imagens.
O sobrevoo da Artemis 2 começou a ser transmitido pela Nasa (Agência Espacial Americana) na tarde desta segunda-feira (6), e a previsão é de que as atividades sejam concluídas à noite. Iniciada em 1º de abril, a missão deve se estender até sexta-feira (10), quando está previsto o retorno dos astronautas à Terra. Esta é a primeira missão tripulada à Lua desde 1972.

Em entrevista ao Conexão Record News, Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo e diretor no observatório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, diz que a missão representa um progresso tecnológico e, inclusive, pode ser considerada como parte de uma nova corrida espacial.
“Embora tenha essa expectativa de novas imagens, é uma parte da Lua que não se conhece tão bem ainda, mas, sobretudo, o que a missão está fazendo agora é um teste dos sistemas de bordo para sustentar essa vida, para sustentar os tripulantes, para que nos próximos anos, talvez em 2027 e, sobretudo, em 2028, a gente possa realmente ter uma missão que possa alunissar, possa chegar na superfície da Lua com os astronautas novamente depois de mais de 50 anos”, afirma.
Segundo o astrônomo, o foco que deve ser dado à Artemis 2 é no fato de ser uma missão tripulada, algo que não acontece há algum tempo. “Eu acho que a gente pode esperar mais avanços, e isso sim, talvez de estabelecimento de bases na Lua. Tem-se falado muito sobre isso, sobre um estabelecimento de, se não uma colonização, pelo menos laboratórios e um suporte à vida mais permanente na superfície lunar”, explica.
Segundo ele, são vários interesses que impulsionam esse retorno à Lua, tanto políticos quanto econômicos. “Existe um interesse adicional quando você fala de turismo espacial, de exploração de recursos na Lua, no espaço, talvez até uma chegada a Marte, então a gente está falando de um outro nível de investimento que vem com uma série de interesses por trás agora, que é o que está impulsionando essa nova corrida”, aponta Gonçalves.
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