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Por que Sri Lanka usou cessar-fogo para repatriar marinheiros do Irã

Mais de 200 militares a serviço do regime iraniano retornaram ao país pela Turquia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Sri Lanka usou o cessar-fogo de 15 dias entre EUA e Irã para repatriar mais de 200 marinheiros iranianos.
  • Os marinheiros estavam sob custódia após um incidente em março, quando um submarino americano atacou um navio de guerra iraniano.
  • A operação encerrou um período de tensão diplomática entre Sri Lanka e Irã e respeitou as normas da Terceira Convenção de Genebra.
  • O Sri Lanka se manteve neutro durante o conflito e recusou pedidos de suporte militar dos EUA.

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Militares iranianos foram resgatados após ataque americano Reprodução/YouTube/@RecordNews

O Sri Lanka aproveitou o cessar-fogo de 15 dias entre os Estados Unidos e o Irã para repatriar mais de 200 marinheiros iranianos. As informações são do The New York Times.

Os militares foram colocados sob custódia em março, após um submarino americano atingir com torpedos um navio de guerra iraniano nas proximidades das águas do país asiático. Mais de 80 pessoas morreram na ocasião.


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Os sobreviventes foram levados de volta ao Irã em um voo que deixou a Turquia na terça-feira (14), aponta o NYT. Ao todo, mais de 200 militares, que haviam sido acolhidos pelo Sri Lanka por motivos humanitários, foram repatriados.

A operação encerra um período de tensão diplomática entre Colombo e Teerã e tira o país asiático de uma crise internacional da qual acabou se vendo envolvido apesar de tentar manter sua neutralidade. O Sri Lanka chegou a negar pedidos de repatriação apresentados pelo Irã, receoso de que a medida pudesse afetar sua postura na guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.


As autoridades do Sri Lanka, por sua vez, têm reiterado que o país não participa do conflito, seguindo apenas o direito internacional ao qual está sujeito. Entre essas regras está a Terceira Convenção de Genebra, que prevê a liberação imediata de prisioneiros de guerra em períodos de suspensão das hostilidades.

Representantes da embaixada iraniana em Colombo mantiveram negociações diárias com o governo local sobre o destino dos militares. Teerã defendia a liberação imediata do grupo, tratando o caso como uma questão bilateral entre países aliados e sem relação direta com o conflito em curso, segundo o embaixador iraniano no Sri Lanka, Alireza Delkhosh, em entrevista ao NYT no mês passado.


Do lado do Sri Lanka, autoridades demonstravam cautela. Em março, o NYT já havia revelado que Washington chegou a solicitar autorização para pousar duas aeronaves militares carregadas com armamentos no país asiático, pouco antes da escalada do conflito com o Irã. O pedido foi recusado novamente sob o argumento de manutenção da neutralidade.

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