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Análise: ataque russo com míssil hipersônico é reequilíbrio na percepção global da guerra

‘Russos estão dando um recado, principalmente aos europeus: ‘vão devagar no apoio que dão à Ucrânia’; explica professor

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rússia lançou um ataque massivo contra Kiev, usando 90 mísseis e 600 drones, resultando em oito mortos e centenas de feridos.
  • O míssil balístico hipersônico Oreshnik foi utilizado, sendo descrito por Putin como impossível de interceptar e comparável a armas nucleares em poder destrutivo.
  • O ataque russo foi uma retaliação a um ataque a uma escola e uma mensagem ao Ocidente sobre o apoio à Ucrânia.
  • Especialista afirma que a Rússia busca reequilibrar a percepção de vitória ucraniana e alerta sobre possíveis consequências de apoio europeu à Ucrânia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O contra-ataque da Rússia a Kiev com um míssil hipersônico realizado no domingo (24) foi a maior investida contra a capital ucraniana desde o início da guerra. Ao todo, 90 mísseis e 600 drones foram lançados na cidade, que registrou oito mortos e centenas de feridos. A resposta também contou com a utilização do míssil balístico hipersônico, Oreshnik.

Segundo Vladimir Putin, a arma é impossível de ser interceptada e possui um poder destrutivo comparável ao de uma arma nuclear. Imagens registradas pelos moradores locais comprovam o nível da devastação do artefato. Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM, afirmou ao Conexão Record News que a utilização do míssil serve como uma mensagem.


Além de retaliar o ataque realizado a um dormitório estudantil que deixou 21 vítimas, a Rússia utiliza o Oreshnik para combater a visão ocidental de que a Ucrânia estaria recuperando territórios e ganhando a guerra. “Mostrou o tipo de arma que tem e o quanto de estrago pode fazer. Na prática, o que isso significa é um reequilíbrio entre as posições da Ucrânia”.

“Os russos estão dando um recado, principalmente para os europeus: ‘vão devagar no apoio que vocês dão à Ucrânia’”, completa Trevisan. O professor também acredita que Putin não aceitaria qualquer tipo de negociação que não significasse a derrota do adversário, com a entrega da maioria dos territórios.

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