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Análise: Coreia do Norte faz demonstração de força ‘própria de regimes autoritários’ ao reforçar fronteira

Kim Jong-un quer ‘fortaleza invencível’ na linha fronteiriça que separa território do Sul

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Kim Jong-un ordenou o reforço das unidades militares na fronteira com a Coreia do Sul.
  • O líder norte-coreano deseja transformar a linha fronteiriça em uma "fortaleza invencível".
  • Ainda não há paz formal entre as duas Coreias, quase 70 anos após a guerra.
  • Professor destaca que demonstrações de força são típicas de regimes autoritários para controle interno.

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Kim Jong-un ordenou neste domingo (17) que as Forças Armadas da Coreia do Norte reforcem as unidades de linha de frente na fronteira com a Coreia do Sul. Segundo a agência central de notícias do país, o líder apresentou planos de fortalecimento e transformação da linha fronteiriça em uma “fortaleza invencível”. Kim ainda pediu que os militares continuem a elevar a consciência de classe e a visão sobre o inimigo.

Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de política internacional Paulo Velasco destaca que, quase 70 anos depois da guerra que separou os territórios, ainda não há uma paz formalmente estabelecida entre as Coreias. “Há alguns entendimentos muito pontuais, por exemplo, de devolução de corpos de sul-coreanos do lado norte-coreano e de norte-coreanos do lado sul-coreano. Mas são entendimentos muito passageiros e conjunturais, da relação atônica de hostilidade, de diferença, de fratura, de antagonismo e de inimizade.”


Segundo ele, as tentativas de intimidação não são novidade na relação entre os países. “É algo próprio de regimes autoritários, que também precisam fazer demonstrações de força, até para seduzir o público interno, marcado, claro, sempre também por muita opressão, silenciamento, perseguição, violência política, como esses regimes sobrevivem no contexto atual. Nada de novo numa relação entre Seul e Pyongyang, marcada por divisões”, conclui.

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