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Análise: erosão de credibilidade dos EUA coloca antigos aliados mais perto da China

Especialista comenta reunião envolvendo Xi Jinping e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A erosão da credibilidade dos EUA pode reduzir significativamente sua relevância econômica e comercial.
  • A Arábia Saudita está se aproximando da Organização de Cooperação de Xangai em resposta a erros estratégicos dos EUA.
  • A relação tradicional da Arábia Saudita com os EUA está se tornando menos monogâmica, buscando novas parcerias.
  • A China se beneficia da situação ao garantir o fluxo de petróleo necessário para seu desenvolvimento tecnológico e militar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em uma conversa por telefone, Xi Jinping afirmou ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que o tráfego normal no estreito de Ormuz deve ser mantido e que a abertura do canal é de interesse comum dos países da região e do mundo inteiro. Curiosamente, uma das nações que mais se favorece com o bloqueio é a própria China.

O pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, apontou que, graças ao conflito, chineses e russos têm garantido o fluxo de petróleo necessário para a manutenção tecnológica, industrial e militar da China, mas que agora ela decide falar pela primeira vez sobre a reabertura da rota ao enxergar um cenário favorável devido à erosão de credibilidade dos Estados Unidos.


Erros estratégicos dos norte-americanos motivam a Arábia Saudita a se aproximar da Organização de Cooperação de Xangai, um bloco de política e segurança liderado pelo país asiático. Dentre os membros estão aliados chineses e antigos estados soviéticos. “Percebe-se claramente que países que estavam absolutamente confortáveis com a parceria estratégica, orgânica e duradoura com os EUA começam a buscar alternativas”.

“Essa erosão da credibilidade está acabando com a relação monogâmica da Arábia Saudita com os EUA”, completa o pesquisador. Esse “divórcio”, entretanto, seria mais do ponto de vista econômico: “(Os Estados Unidos) vão continuar sendo fortes, mas possivelmente terão um peso relativamente muito menor do que até aqui, principalmente no campo econômico, financeiro e comercial”.

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