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Análise: Netanyahu controlar o próprio gabinete pode ser ponto mais frágil do cessar-fogo

Especialista aponta que líderes do partido do premiê querem encerrar negociações e retaliar ataques do Hezbollah

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã estão fragilizadas devido a violações do cessar-fogo e declarações de Donald Trump.
  • Ricardo Cabral destaca o desafio dos EUA em controlar os movimentos do Hezbollah e de Israel durante as tréguas.
  • Benjamin Netanyahu enfrenta insatisfação dentro da coalizão política, que deseja retaliar, aumentando a fragilidade do governo.
  • Conflitos internos na liderança iraniana complicam as negociações, com opiniões divergentes entre o ministro das Relações e o porta-voz ligado à força Houthi.

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As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã se encontram novamente fragilizadas em meio às violações do cessar-fogo vindas de ambos os lados e com a declaração de Donald Trump de que, se Teerã não cumprir o acordo ou não se comportar adequadamente, Washington fará o que for preciso.

Para Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, o maior desafio dos EUA no momento é conseguir controlar ao mesmo tempo os movimentos do Hezbollah e de Israel durante os encontros, uma tarefa que se prova mais difícil a cada dia de trégua.


Uma mesa com vários políticos
Líbano e Israel tentam encerrar conflito há meses, mas permanência dos ataques barra progresso Reprodução / Record News

“Se você acha que está tranquilo, [...] as lideranças dos vários partidos que fazem parte da coalizão com o Likud [partido político de Benjamin Netanyahu] estão profundamente insatisfeitas com Netanyahu, porque eles querem poder retaliar. [...] Vamos ver por quanto tempo Netanyahu consegue segurar os elementos do gabinete e não fazer um contra-ataque. Essa talvez seja a maior fragilidade”, afirmou

O “cabo de guerra” que ocorre dentro da liderança da Guarda Revolucionária também é outro obstáculo enfrentado por Trump durante as negociações, uma vez que as opiniões conflitantes dos líderes iranianos não esclarecem o rumo que será tomado pelos soldados.


“Por isso que a gente vê o ministro das Relações falar uma coisa e o porta-voz, que é ligado à força Houthi, falar outra coisa completamente diferente. E você tende a acreditar no porta-voz, não no ministro”, concluiu ao final da entrevista concedida ao Conexão Record News da terça-feira (23).

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