Análise: países do Golfo evitam conflito direto com o Irã por temer guerra comercial na região
Nas redes sociais, Trump ressaltou que não há previsão para novas conversas com Teerã para acordo de cessar-fogo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Donald Trump disse que não há negociação em andamento com o Irã. Nas redes sociais, o norte-americano ressaltou que não há previsão para novas conversas com Teerã para acordo de cessar-fogo. Segundo o presidente, o bloqueio naval imposto pelas forças armadas americanas a navios e portos iranianos continua em vigor, enquanto o estreito de Ormuz está “aberto e operando normalmente”.
Em contrapartida, um dos principais negociadores do Irã disse que o estreito de Ormuz vai ficar fechado até que os Estados Unidos cumpram os termos do memorando assinado entre os países, que expirou na segunda-feira (17). O impasse afetou o mercado financeiro, e o preço do petróleo voltou a subir.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, afirma que não há, neste momento, um horizonte próximo para o final desse conflito, inclusive a probabilidade de uma escalada das tensões na região é alta.
Segundo ele, países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita e Bahrein, não entram diretamente nessa guerra contra o Irã, pois temem que, em qualquer momento, Trump declare vitória sob qualquer circunstância e os Estados Unidos se retirem da região, deixando a guerra comercial para o Oriente Médio.
“Os países da região estão financiando reformas nos gasodutos que cruzam o país para transformar esses gasodutos em novos oleodutos e pararem de depender tanto do estreito de Ormuz para escoar suas produções”, explica Brustolin.
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