Escalada no Oriente Médio colocaria coração energético da economia global em risco; entenda
Irã e EUA trocam ameaças de ataques a infraestruturas de energia na região do Golfo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As ameaças de ataque a infraestruturas de energia no Oriente Médio colocam no centro da disputa o coração energético da economia global, avalia o professor de relações internacionais Kleber Galerani. Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (6), ele avalia a possibilidade de escalada do conflito, que pode não se estabelecer de forma clara no curto prazo, mas existe.
Após o presidente Donald Trump ameaçar atacar a infraestrutura de energia do Irã, nesta quarta-feira (5), Teerã alertou os países do Golfo Pérsico que qualquer novo ataque dos Estados Unidos pode desencadear retaliações em toda a região. O ministro das Relações Exteriores iraniano teria pedido que os aliados norte-americanos no Golfo usem sua influência para convencer Trump a não retomar os ataques.

Caso contrário, Teerã lançaria ofensivas em retaliação contra ativos e instalações de energia dos EUA em toda a região. Galerani afirma que o Irã tenta elevar o custo de qualquer nova ação militar dos EUA para evitar novos ataques. “Nesse contexto, há uma linguagem e uma busca por dissuasão no sentido de que, se Washington insistir em apertar o gatilho novamente, o Irã ameaça acender um novo sinal no sentido de olhar para os países em volta, mesmo que eles não estejam envolvidos diretamente na guerra”, diz.
“Nós temos um dilema para os aliados clássicos dos Estados Unidos, que ficam mais expostos.” O especialista pontua que ficar perto demais de Washington pode até significar proteção, mas também pode transformar esse aliado em alvo. “Nesse tabuleiro estabelecido, nós observamos que, quando o petróleo vira alvo, a guerra deixa de ser apenas uma guerra regional e passa a conversar com os mercados, com os governos, com os consumidores. Então há possibilidade de escalada.”
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