Retirada de aviões dos EUA diminui os indícios de ataque ao Irã, aponta especialista
Washington e Teerã não renovaram o compromisso de paz e voltaram a trocar ameaças nesta terça-feira (18)
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após 60 dias de um acordo de cessar-fogo, os Estados Unidos e o Irã não renovaram o compromisso de paz e voltaram a trocar ameaças nesta terça-feira (18). Ao ser questionado sobre as negociações com Teerã, Donald Trump respondeu que o Irã não irá fazer o acordo que o norte-americano considera “necessário”.
O presidente ressaltou que o país persa não pode ter uma arma nuclear. Ele também disse que os Estados Unidos não estão buscando estender o acordo provisório. Antes, Trump havia ameaçado atacar Omã por interferir no conflito. Na segunda-feira (17), o Irã também fez novas ameaças. Segundo representantes do governo, Teerã vai adotar uma postura militar totalmente ofensiva.
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Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, aponta que os Estados Unidos retiraram os aviões que poderiam fazer operações no interior do Irã, o que diminui os indícios de um grande ataque. “Então, a tendência é que essas operações demorem a acontecer”, explica.
Segundo Cabral, o que mais preocupa no momento é o envio de munição e meios por parte da Rússia e da China e a possibilidade de uma ofensiva. “A China parou de comprar petróleo, e isso é uma pressão sobre o Irã. Como também os outros países, o Iraque, que é um grande aliado iraniano, o Omã, grande aliado, o Catar estão pressionando o Irã para flexibilizar a sua posição e, no mínimo, liberar o Ormuz. E, a partir dali, eles entraram em negociação sobre a questão nuclear”, diz.
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