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Análise: plano energético do Japão pode deixar o Irã ‘cada vez mais fragilizado’

País asiático apresentou proposta para fortalecer resiliência do fornecimento de energia visando diminuir dependência de Ormuz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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  • O Japão apresentou um plano para aumentar a resiliência do fornecimento de energia, visando reduzir a dependência do estreito de Ormuz.
  • O plano inclui apoio a projetos de oleodutos que contornam o estreito e cooperação com países produtores de petróleo no Oriente Médio.
  • O Japão busca expandir o uso de fontes de energia mais limpas, como energia nuclear e renováveis, para evitar conflitos internacionais.
  • A estratégia pode fragilizar o Irã, já que a construção de novos gasodutos reduziria o impacto de conflitos no fornecimento de petróleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Japão apresentou um plano abrangente para fortalecer a resiliência do fornecimento de energia. O governo espera que as medidas sejam colocadas em vigor até o final do ano. O plano inclui apoio a projetos de oleodutos que contornam o estreito de Ormuz. O fechamento da rota deixou em evidência a forte dependência do país em relação ao petróleo bruto do Oriente Médio.

Em 2025, as importações da região representaram 94% do petróleo bruto consumido no Japão. 93% desse total chegou pelo estreito de Ormuz. Segundo o plano apresentado nesta quarta-feira (26), Tóquio vai cooperar com os países produtores da região em projetos de oleodutos, fornecendo apoio financeiro.


Pessoa abastecendo um carro compacto em um posto de gasolina de autoatendimento no Japão
Fechamento de Ormuz expôs dependência do Japão no petróleo bruto do Oriente Médio Reprodução/Record News

A proposta também inclui medidas para expandir fontes de energia mais limpas, como a energia nuclear e as energias renováveis. Segundo Igor Lucena, economista e especialista em relações internacionais, com essa decisão, o Japão expõe que não deseja estar preso a conflitos internacionais.

Para o analista, a ida para outros portos considerados mais seguros vai começar a ser vista como importante por outras nações, atraindo assim outros investimentos.


“Os iranianos começam também a sentir o peso do que é instrumentalizar durante muito tempo a sua passagem, porque, se esses gasodutos ficam prontos em cinco ou seis anos, o que acontece é que, em um novo conflito com os Estados Unidos, o efeito do fechamento vai ser muito menor para esses países, porque eles simplesmente vão redirecionar o gás e o petróleo para os gasodutos. Se isso ocorrer com outros países, o Irã fica cada vez mais fragilizado”, explica em entrevista ao Conexão Record News.

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