Análise: poder comercial da China blinda o país das novas sanções norte-americanas
Leonardo Trevisan explica por que medidas econômicas contra o Irã e seus aliados não assustam o governo chinês
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Após o anúncio do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de medidas econômicas contra o Irã, consolidando o “Dia D”, o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan explicou, durante o programa Conexão Record News, que o alvo das sanções norte-americanas, na verdade, é a China.
Segundo o especialista, o Irã já está acostumado a conviver com restrições econômicas, que acontecem desde a ascensão dos aiatolás ao poder. “Quem precisa de quem? Se olharmos com calma, os Estados Unidos têm a maior economia do mundo, porém a China, sobre a economia digital, ‘tem a faca e o queijo na mão’. A China tem as reservas de terras raras e, principalmente, 90% do processamento das terras raras”, ressaltou.
Trevisan ainda apontou que a indústria norte-americana tem segurado a inflação dentro do país ao receber produtos baratos vindos da China, tirando as demais exportações que o país chinês realiza para muitas outras nações: “Sinceramente, no caso do grande aliado do Irã, essa situação não é muito assustadora [...]. É só olhar com alguma calma que você vê o poder comercial da China”, argumentou.
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