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Análise: poder de encerrar guerra é do Irã, que tem estreito de Ormuz na mão

Segundo professor, sanções impostas há mais de dez anos fizeram com que o país persa se acostumasse às represálias internacionais

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã é considerado o principal responsável pelo fim do conflito, sem pressa para encerrar a guerra.
  • O apoio da China tem contribuído para a resistência do Irã às sanções internacionais.
  • Os Emirados Árabes Unidos expressaram desconfiança em relação a possíveis acordos com o Irã.
  • Relatos indicam que os EUA estão planejando novos ataques para pressionar o Irã a negociar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta sexta-feira (1º) não ser possível confiar no Irã para qualquer acordo unilateral que venha a ser feito em relação ao estreito de Ormuz. Segundo o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, com o apoio da China, o país persa de fato não tem pressa de encerrar o conflito com os Estados Unidos.

Apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, existem relatos de que o presidente americano Donald Trump seria informado sobre planos de novos ataques militares para forçar Teerã a negociar. No entanto, na opinião de Trevisan, “quem tem o poder, quem não está preocupado com a continuidade da guerra, apesar de todo o sofrimento, é o Irã.


Políticos conversam com bandeiras do Irã e do Paquistão ao fundo
Mediação paquistanesa do conflito passa pelo aval da China, de acordo com especialista Seyed Abbas Araghchi/Telegram/Reuters – 25.04.2026

“Quando você compara o ataque às fábricas iranianas, às siderúrgicas, o Irã sofre sanções há mais de dez anos. O Irã não está preocupado com isso. É duro, mas eles estão acostumados”, afirma o professor ao Conexão Record News. Há ainda o apoio da China, que, segundo Trevisan, “mantém o Irã funcionando”.

“Observe que o Paquistão avisou com todas as letras: se o Irã precisar, ele abre uma rota terrestre para vender e comprar o que precisa. Leia-se pelo Paquistão, vindo da China. Não adianta os Estados Unidos quererem fechar a Marinha iraniana porque o Paquistão abriu. Então, quando nós olhamos para esse quadro, é evidente que o Irã tem muita, muita força aliada dele, e tem Ormuz na mão”, conclui.

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