Análise: poder de encerrar guerra é do Irã, que tem estreito de Ormuz na mão
Segundo professor, sanções impostas há mais de dez anos fizeram com que o país persa se acostumasse às represálias internacionais
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta sexta-feira (1º) não ser possível confiar no Irã para qualquer acordo unilateral que venha a ser feito em relação ao estreito de Ormuz. Segundo o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, com o apoio da China, o país persa de fato não tem pressa de encerrar o conflito com os Estados Unidos.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, existem relatos de que o presidente americano Donald Trump seria informado sobre planos de novos ataques militares para forçar Teerã a negociar. No entanto, na opinião de Trevisan, “quem tem o poder, quem não está preocupado com a continuidade da guerra, apesar de todo o sofrimento, é o Irã.

“Quando você compara o ataque às fábricas iranianas, às siderúrgicas, o Irã sofre sanções há mais de dez anos. O Irã não está preocupado com isso. É duro, mas eles estão acostumados”, afirma o professor ao Conexão Record News. Há ainda o apoio da China, que, segundo Trevisan, “mantém o Irã funcionando”.
“Observe que o Paquistão avisou com todas as letras: se o Irã precisar, ele abre uma rota terrestre para vender e comprar o que precisa. Leia-se pelo Paquistão, vindo da China. Não adianta os Estados Unidos quererem fechar a Marinha iraniana porque o Paquistão abriu. Então, quando nós olhamos para esse quadro, é evidente que o Irã tem muita, muita força aliada dele, e tem Ormuz na mão”, conclui.
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